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A FAQ (perguntas freqüentes) do Debian GNU/Linux.
Capítulo 5 - Os repositórios FTP do Debian.


5.1 O que são todos aqueles diretórios nos repositórios FTP do Debian?

Os programas que foram empacotados para o Debian GNU/Linux estão disponíveis em várias árvores de diretórios em cada espelho do Debian.

O diretório dists contém as "distribuições", e é o modo canônico de acessar as versões Debian atualmente disponíveis (e versões antigas).


5.2 Quantas distribuições Debian existem no diretório dists?

Normalmente existem três distribuições, a distribuição "stable" (estável), a distribuição "testing" (teste) e a distribuição "unstable" (instável). Às vezes, também há a distribuição "frozen" (paralizada).


5.3 O que são todos esses nomes, como "slink", "potato", etc.?

São apenas "codinomes". Quando uma distribuição Debian está em estágio de desenvolvimento, ela não possui um número de versão, e sim um codinome. O objetivo desses codinomes é facilitar o espelhamento das distribuições Debian (se um diretório de verdade como unstable de repente mudasse seu nome para stable, muita coisa teria que ser baixada novamente).

Atualmente, stable é uma ligação simbólica para potato (isto é, Debian GNU/Linux 4.0), testing é uma ligação simbólica para woody e unstable é uma ligação simbólica para sid, o que significa que potato é a atual distribuição estável e woody é a atual distribuição teste. sid é sempre a distribuição instável (veja E sobre a "sid"?, Seção 5.7).


5.4 E sobre a "frozen" (paralizada)?

Quando a distribuição teste está madura o suficiente, ela é paralizada, significando que nenhum código novo é admitido, somente ajustes e consertos no código, se necessários. Além disso, uma nova árvore teste é criada no diretório dists, com um novo codinome. A distribuição paralisada passa por alguns meses de testes, com atualizações intermitentes e ciclos de testes. Mantemos um registro de bugs na distribuição "frozen" que pode impedir que um pacote seja lançado. Uma vez que o número de bugs desça até níveis aceitáveis, a distribuição "frozen" torna-se estável e é lançada, e a distribuição estável anterior torna-se obsoleta (e é movida para o arquivo).


5.5 Que outros codinomes foram usados no passado?

Outros codinomes que já foram usados são: buzz para a versão 1.1, rex para a versão 1.2, bo para as versões 1.3.x, hamm para a versão 2.0, e slink para a versão 2.1.


5.6 De onde vieram esses codinomes?

Até agora eles vieram de personagens do filme "Toy Story" da Pixar.


5.7 E sobre a "sid"?

A sid ou unstable (instável) é o lugar onde a maioria dos pacotes é inicialmente inserida à distribuição. Ela nunca será lançada diretamente, porque pacotes que estão para serem lançados, terão primeiro que ser incluídos na testing, de maneira a ser lançada na stable. A sid contém pacotes para as arquiteturas lançadas e as que ainda não foram oficialmente lançadas.

O nome "sid" também veio do desenho animado "Toy Story": Sid era o garoto na casa ao lado, que destruía brinquedos :-)


5.7.1 Notas históricas sobre a "sid".

Quando a sid ainda não existia, a organização do site de FTP tinha uma falha grave: havia uma presunção de quando uma arquitetura fosse criada na unstable, ela seria lançada quando aquela distribuição se tornasse a nova stable. Para muitas arquiteturas esse não era o caso, de forma que aqueles diretórios tinham que ser movidos na hora do lançamento. Isso não era prático, pois essa tarefa diminuía a largura de banda.

Os administradores trabalharam sobre esse problema por vários anos, colocando binários de versões ainda não lançadas em diretórios especiais chamados "sid". Para aquelas arquiteturas que não haviam sido lançadas ainda, a primeira vez que elas foram lançadas, isso se deu através de uma ligação da stable atual com a sid, e a partir desse momento, eles eram criados dentro da árvore unstable normalmente. Esse esquema era um tanto confuso para os usuários.

Com o advento dos conjuntos de pacote (veja O que existe no diretório pool?, Seção 5.13), pacotes binários começaram a ser armazenados em um local canônico nesse conjunto, qualquer que fosse a distribuição, portanto, o lançamento de uma distribuição não causa mais o consumo de grande largura de banda nos espelhos (há, na verdade, um consumo gradual da largura de banda através do processo de desenvolvimento).


5.8 O que o diretório "stable" contém?


5.9 O que o diretório "testing" contém?

Pacotes são instalados no diretório "testing" depois que eles sofrem algum um certo grau de teste na unstable. Eles devem estar em sincronismo em todas as arquiteturas para que eles foram construídos e não podem possuir dependências que os tornem instáveis; eles também devem ter poucos bugs críticos em relação as versões atualmente na "testing". Desse modo, esperamos que a "testing" esteja sempre perto de ser uma candidata a lançamento.


5.10 O que o diretório "unstable" contém?

O diretório "unstable" contém uma imagem do atual sistema em desenvolvimento. Usuários são bem vindos a usar e testar esses pacotes, mas são avisados sobre seu estado incompleto. A vantagem de se usar a distribuição "unstable" é que você está sempre atualizado com os mais recentes lançamentos da indústria GNU/Linux, mas se ele falhar: você terá que manter ambas as partes :-)

Há também os subdiretórios main, contrib e non-free na "unstable", separados pelos mesmos critérios da "stable".


5.11 O que são todos aqueles diretórios dentro de dists/stable/main?

Dentro de cada árvore de diretório principal (dists/stable/main, dists/stable/contrib, dists/stable/non-free, and dists/unstable/main/, etc.), os pacotes binários residem em subdiretórios cujos nomes indicam a arquitetura do processador para a qual eles foram compilados:

Veja Em quais arquiteturas de hardware o Debian GNU/Linux roda?, Seção 3.1 para mais informações.


5.12 Onde está o código-fonte?

O código fonte é incluído para tudo no sistema Debian. Além disso, os termos de licenças de muitos programas do sistema, requerem que o código-fonte seja distribuído com os programas, ou que uma oferta de obtenção do código-fonte acompanhe o programa.

Normalmente o código-fonte é distribuído através do diretório "source", que é paralelo a todos os diretórios binários específicos a cada arquitetura, ou atualmente, no diretório pool (veja O que existe no diretório pool?, Seção 5.13). Para obter o código-fonte sem ter que estar familiarizado com a estrutura do repositório de FTP, tente um comando como apt-get source MeuNomeDePacote.

Códigos-fonte podem ou não estar disponíveis para pacotes pertencentes ao diretório "contrib" e "non-free", que não são partes formais do sistema Debian.


5.13 O que existe no diretório pool?

Historicamente, pacotes foram mantidos nos subdiretórios correspondentes do diretório dists. Isso demonstrou ser a causa de vários problemas, como o grande consumo de largura de banda nos espelhos quando grandes mudanças eram feitas.

Pacotes agora são mantidos em grandes "repositórios", estruturados de acordo com o nome do pacote fonte. Para fazer isso administrável, o repositório é subdividido por seções ("main", "contrib" e "non-free") e pela primeira letra do nome do pacote fonte. Esses diretórios contém vários arquivos: os arquivos binários para cada arquitetura, e os pacotes fonte de onde os pacotes binários são gerados.

Você pode descobrir onde cada pacote é colocado executando um comando como apt-cache showsrc NomeDoMeuPacote e olhando na linha "Directory:". Por exemplo, os pacotes apache são armazenados em pool/main/a/apache/. Como existem tantos pacotes lib*, estes são tratados especialmente: por exemplo, pacotes libpaper são armazenados em pool/main/libp/libpaper/.

Os diretórios dists ainda são usados para os arquivos índices usados por programas como apt. Também, na hora de escrever, velhas distribuições não foram convertidas para o uso de repositórios, deste modo, você verá caminhos contendo distribuições como "potato" ou "woody" no campo de cabeçalho "Filename".

Normalmente, você não terá que se preocupar com isso, já que o apt e provavelmente o dpkg-ftp (veja Como posso manter meu sistema Debian atualizado?, Seção 8.2) resolverá isso automaticamente. Se você deseja mais informações, veja o FAQ dos repositórios de pacotes Debian.


5.14 Ok, e sobre os outros diretórios, que não estão dentro de dists ou pool?

Os seguintes diretórios adicionais existem:

/tools/:

Utilitários DOS para a criação de discos de boot, particionamento de seu disco rígido, compressão/descompressão de arquivos, e inicializar o Linux.

/doc/:

Documentação Debian, FAQ do Debian, instruções de como enviar relatórios de bugs.

/indices/:

Vários índices, mantenedores, arquivos Packages-master, arquivos ignorados.

/project/:

Muito material somente para desenvolvedores, como:

project/experimental/:

Este diretório contém pacotes e ferramentas que ainda estão sendo desenvolvidas, e ainda estão do estágio alpha de testes. Usuários não devem usar pacotes daqui, porque eles podem ser perigosos e prejudiciais até mesmo para pessoas experientes.

project/orphaned/:

Pacotes que foram abandonados por seus desenvolvedores, e retirados da distribuição.


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A FAQ (perguntas freqüentes) do Debian GNU/Linux.

Versão 4.0.3, 26 June 2008

Autores, Seção 15.1