Notas de lançamento para Debian 7.0 (wheezy), PC 32 bits --------------------------------------------------------------------- Projeto de Documentação Debian (http://www.debian.org/doc/) Este documento é um software livre; você pode redistribuí-lo e/ou     modificá-lo sob os termos da Licença Pública Geral GNU, versão 2, como publicada pela Free Software Foundation. Este programa é distribuído na expectativa de que seja útil, mas     SEM NENHUMA GARANTIA; sem mesmo a garantia implícita de COMERCIABILIDADE ou ADAPTAÇÃO A UM PROPÓSITO PARTICULAR. Veja a Licença Pública Geral GNU (GPL) para mais detalhes. Você deve ter recebido uma cópia da Licença Pública Geral GNU     (GPL) juntamente com este programa; caso contrário, escreva para a Free Software Foundation, Inc., 51 Franklin Street, Fifth Floor, Boston, MA 02110-1301 USA. O texto da licença também pode ser encontrado em http://     www.gnu.org/licenses/gpl-2.0.html (http://www.gnu.org/licenses/ gpl-2.0.html) e no arquivo /usr/share/common-licenses/GPL-2 em uma máquina Debian. --------------------------------------------------------------------- Índice 1. Introdução 1.1. Reportando bugs neste documento 1.2. Contribuindo com relatórios de atualização 1.3. Código fonte deste documento 2. Quais as novidades no Debian 7.0 2.1. Arquiteturas suportadas 2.2. Quais as novidades na distribuição? 2.2.1. CDs, DVDs e BDs 2.2.2. Multiarquitetura (“multiarch”) 2.2.3. Inicialização por dependências 2.2.4. systemd 2.2.5. Multimídia 2.2.6. Segurança reforçada 2.2.7. AppArmor 2.2.8. A seção “stable-backports” 2.2.9. A seção “stable-updates” 2.2.10. GNOME 3 2.2.11. Nuvem 2.2.12. Sistemas de arquivos temporários 3. Sistema de instalação 3.1. Quais as novidades do sistema de instalação? 3.1.1. Grandes mudanças 3.1.2. Instalação automatizada 4. Atualizações a partir do Debian 6.0 (squeeze) 4.1. Preparando para a atualização 4.1.1. Faça backup de quaisquer dados ou informações de configuração 4.1.2. Informe os usuários com antecedência 4.1.3. Preparar para a indisponibilidade dos serviços 4.1.4. Preparar para recuperação 4.1.5. Preparar um ambiente seguro para a atualização 4.2. Verificando o estado do sistema 4.2.1. Rever as ações pendentes no gerenciador de pacotes 4.2.2. Desabilitando o APT pinning 4.2.3. Verificando o estado dos pacotes 4.2.4. A seção “proposed-updates” 4.2.5. Fontes não oficiais e “backports” 4.3. Preparando as fontes para o APT 4.3.1. Adicionar fontes da Internet ao APT 4.3.2. Adicionando fontes ao APT para um espelho local 4.3.3. Adicionando fontes ao APT a partir de mídia ótica 4.4. Atualizando pacotes 4.4.1. Gravando a sessão 4.4.2. Atualizando a lista de pacotes 4.4.3. Certifique-se que você tem espaço suficiente para a atualização 4.4.4. Seleção do tipo de kernel 4.4.5. Atualização mínima do sistema 4.4.6. Atualizando o sistema 4.5. Possíveis problemas durante a atualização 4.5.1. O dist-upgrade falha com “Could not perform immediate configuration” 4.5.2. Remoções esperadas 4.5.3. Loops de conflitos ou pré-dependências 4.5.4. Conflitos de arquivo 4.5.5. Mudanças de configuração 4.5.6. Mudança de sessão para o console 4.5.7. Cuidados especiais com pacotes específicos 4.6. Atualizando o seu kernel e pacotes relacionados 4.6.1. Instalando o meta-pacote do kernel 4.6.2. Problemas de tempo de inicialização (esperando por dispositivo raiz) 4.7. Preparar para a próxima versão 4.8. Pacotes obsoletos 4.8.1. Pacotes fictícios 5. Problemas a serem considerados para o wheezy 5.1. Suporte LDAP 5.2. Estado da segurança dos navegadores web 5.3. ConsoleKit e gerenciadores de tela alternativos 5.4. Mudanças na área de trabalho GNOME e suporte 5.5. Mudanças na área de trabalho KDE 5.6. NetworkManager 5.7. perl-suid removido 5.8. Versões de Request Tracker 5.9. Mudanças do Bootlogd 5.10. /etc/mtab e _netdev 5.11. A transição de pdksh para mksh 5.12. Compatibilidade puppet 2.6 / 2.7 5.13. Implicações da multiarquitetura para o “toolchain” 5.14. Backends do SQL do Cyrus SASL 5.15. Firmware para controladores gráficos e de rede 6. Mais informações sobre o Debian 6.1. Leitura complementar 6.2. Obtendo ajuda 6.2.1. Listas de discussão 6.2.2. Internet Relay Chat 6.3. Relatando bugs 6.4. Contribuindo para o Debian A. Gerenciando seu sistema squeeze antes da atualização A.1. Atualizando seu sistema squeeze A.2. Verificando sua lista de fontes (sources list) A.3. Removendo arquivos de configuração obsoletos A.4. Atualizar locales antigos para UTF-8 B. Colaboradores das notas de lançamento Índice Remissivo glossário Capítulo 1. Introdução     Este documento dá aos usuários da distribuição Debian informações sobre grandes mudanças na versão 7.0 (codinome wheezy). As notas de lançamento fornecem informações sobre como atualizar     de forma segura a partir da versão 6.0 (codinome squeeze) para a versão atual e dá aos usuários informações sobre potenciais problemas conhecidos que eles possam encontrar nesse processo. Você pode obter a versão mais recente deste documento na http:// www.debian.org/releases/wheezy/releasenotes (http://     www.debian.org/releases/wheezy/releasenotes) . Em caso de dúvida, verifique a data na primeira página do documento para ter certeza de que você está lendo uma versão atualizada. Cuidado     Note que é impossível listar todos os problemas conhecidos e portanto uma seleção foi feita baseada numa combinação da quantidade esperada e do impacto desses problemas. Por favor, note que só damos suporte e documentamos a atualização a partir da versão anterior do Debian (nesse caso, a atualização     a partir da versão 6.0). Se você precisa atualizar a partir de versões mais antigas, nós sugerimos que você leia as edições anteriores das notas de lançamento e atualize para a versão 6.0 primeiro. 1.1. Reportando bugs neste documento Nós tentamos testar todos os diferentes passos de atualizações     descritos neste documento bem como antecipar todos os possíveis problemas que nossos usuários possam encontrar. Apesar disso, se você acredita ter encontrado um bug (informação incorreta ou informação que está faltando) nesta documentação, por favor, registre um bug no sistema de rastreamento de bugs (http://bugs.debian.org/) para o pacote release-notes. É     aconselhável que você reveja primeiro os relatórios de bugs existentes (http://bugs.debian.org/release-notes) caso a questão que você encontrou já tenha sido relatada. Sinta-se livre para acrescentar informações adicionais aos relatórios de bugs existentes, se você puder contribuir com conteúdo para este documento. Apreciamos, e encorajamos, relatórios fornecendo patches para o     código fonte deste documento. Você encontrará mais informações sobre como obter o código fonte deste documento na Seção 1.3, “Código fonte deste documento”. 1.2. Contribuindo com relatórios de atualização Nós apreciamos quaisquer informações dos usuários relacionadas a atualizações do squeeze para o wheezy. Se você está interessado     em compartilhar informação, por favor, registre um bug no sistema de rastreamento de bugs (http://bugs.debian.org/) para o pacote upgrade-reports com os seus resultados. Nós pedimos que você compacte quaisquer anexos que venha a incluir (usando o gzip).     Por favor, inclua as seguintes informações quando enviar seu relatório de atualização: * O estado da sua base de dados de pacotes antes e depois da atualização: a base de dados de estados do dpkg está disponível em /var/lib/dpkg/status e a informação do estado dos pacotes do apt está disponível em /var/lib/apt/ extended_states. Você deve ter feito backup antes da atualização conforme descrito na Seção 4.1.1, “Faça backup de quaisquer dados ou informações de configuração”, mas você     também pode encontrar backups do /var/lib/dpkg/status em /var /backups. * Registros da sessão criados usando o comando script, conforme descrito na Seção 4.4.1, “Gravando a sessão”. * Seus logs do apt, disponíveis em /var/log/apt/term.log, ou seus logs do aptitude, disponíveis em /var/log/aptitude. Nota     Você deve usar algum tempo para revisar e remover qualquer informação sensível e/ou confidencial dos logs antes de incluí-los no relatório de bug, pois a informação será disponibilizada em um banco de dados público. 1.3. Código fonte deste documento O código fonte deste documento está no formato DocBook XML. A versão HTML é gerada usando docbook-xsl e xsltproc. A versão PDF é gerada usando dblatex ou xmlroff. Os códigos fonte das notas de lançamento estão disponíveis no repositório SVN do Projeto de     Documentação Debian. Você pode usar a interface web (http:// anonscm.debian.org/viewvc/ddp/manuals/trunk/release-notes/) para acessar seus arquivos individualmente através da web e ver suas mudanças. Para mais informações sobre como acessar o SVN, por favor, consulte as páginas de informação sobre o SVN do Projeto de Documentação Debian (http://www.debian.org/doc/cvs) . Capítulo 2. Quais as novidades no Debian 7.0     O Wiki (http://wiki.debian.org/NewInWheezy) contém mais informações sobre esse tópico. 2.1. Arquiteturas suportadas     O Debian 7.0 introduz duas novas arquiteturas: * s390x, porte de 64 bits para máquinas IBM System z destinado a substituir o s390. * armhf, uma alternativa ao armel para máquinas ARMv7 com unidade de ponto flutuante. Muitas das modernas placas ARM e     dispositivos vêm com unidade de ponto flutuante (FPU), mas o antigo porte armel do Debian não tira muito proveito disso. O porte armhf foi iniciado para melhorar essa situação e também tirar proveito de outros recursos das novas CPUs ARM. O porte armhf do Debian requer pelo menos uma CPU ARMv7 com Thumb-2 e coprocessador VFP3D16.     As seguintes arquiteturas são oficialmente suportadas pelo Debian wheezy: * PC 32 bits (“i386”) * SPARC (“sparc”) * PowerPC (“powerpc”) * MIPS (“mips” (big-endian) e “mipsel” (little-endian)) * Intel Itanium (“ia64”)     * S/390 (“s390”) * PC 64 bits (“amd64”) * ARM EABI (“armel”) * ARMv7 (ARM com unidade de ponto flutuante, “armhf”) * IBM System z (“s390x”) Além das arquiteturas oficialmente suportadas, o Debian wheezy contém os portes GNU/kFreeBSD (“kfreebsd-amd64” e “kfreebsd-i386” ) introduzidos no Debian squeeze, como uma prévia da tecnologia. Esses portes são os primeiros incluídos em uma versão do Debian que não são baseados no kernel Linux, mas ao invés disso usam o kernel do FreeBSD com um espaço de usuário GNU. Os usuários     dessas versões, no entanto, devem ser advertidos de que a qualidade desses portes ainda está no caminho de atingir a alta qualidade marcante dos nossos portes Linux, e que alguns recursos avançados da área de trabalho ainda não são suportados. Entretanto, o suporte do software habitual para servidor está robusto e amplia os recursos das versões do Debian baseadas em Linux através dos recursos únicos conhecidos do mundo BSD. Você pode ler mais sobre o estado dos portes e informações     específicas sobre o porte para sua arquitetura nas páginas web dos portes Debian (http://www.debian.org/ports/) . 2.2. Quais as novidades na distribuição? Esta nova versão do Debian vem novamente com muito mais software do que seu antecessor squeeze; a distribuição inclui mais de 12800 novos pacotes, de um total de mais de 37493 pacotes. A maioria do software da distribuição foi atualizada: mais de 20160     pacotes de software (isso é 70% de todos os pacotes no squeeze). Além disso, um número significativo de pacotes (mais de 4125, 14% dos pacotes no squeeze) foram, por várias razões, removidos da distribuição. Você não verá atualizações para esses pacotes e eles serão marcados como “obsoletos” nas interfaces de gerenciamento de pacotes.     Com esta versão, o Debian atualiza do X.Org 7.5 para o X.Org 7.7. O Debian mais uma vez vem com vários aplicativos e ambientes de     área de trabalho. Entre outros, agora inclui os ambientes de área de trabalho GNOME 3.4, KDE 4.8.4, Xfce 4.8, e LXDE.     Os aplicativos de produtividade também foram atualizados, incluindo as suítes de escritório: * O LibreOffice 3.5 substitui o OpenOffice.org, que agora é apenas um pacote de transição que pode ser removido; * O Calligra 2.4 substitui o KOffice, que agora é apenas um pacote de transição que pode ser removido;     * O GNUcash é atualizado para 2.4; * O GNUmeric é atualizado para 1.10; * O Abiword é atualizado para 2.9. As atualizações de outros aplicativos de área de trabalho incluem a atualização para o Evolution 3.4 e Pidgin 2.10. A suíte Mozilla     também foi atualizada: iceweasel (versão 10 ESR) é a versão sem marca do navegador web Firefox e icedove (versão 10) é a versão sem marca do cliente de e-mail Thunderbird.     Entre várias outras, esta versão também inclui as seguintes atualizações de software: +---------------------------------------------------------------+ | | Versão no |Versão no 7.0 | | Pacote | 6.0 | (wheezy) | | | (squeeze) | | |------------------------------------+-----------+--------------| |Apache |2.2.16 |2.2.22 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Servidor DNS BIND |9.7 |9.8 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Courier MTA |0.65 |0.68 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Dia |0.97.1 |0.97.2 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Exim servidor de e-mail padrão |4.72 |4.80 | |------------------------------------+-----------+--------------| |GNU Compiler Collection (Coleção de | |4.7 em PCs, | |Compiladores GNU) como compilador |4.4 |4.6 em outro | |padrão | |lugar | |------------------------------------+-----------+--------------| |GIMP |2.6 |2.8 | |------------------------------------+-----------+--------------| |a biblioteca GNU C |2.11 |2.13 | |------------------------------------+-----------+--------------| |lighttpd |1.4.28 |1.4.31 |     |------------------------------------+-----------+--------------| |imagem do kernel Linux |séries 2.6 |séries 3.2 | |------------------------------------+-----------+--------------| |maradns |1.4.03 |1.4.12 | |------------------------------------+-----------+--------------| |MySQL |5.1 |5.5 | |------------------------------------+-----------+--------------| |OpenLDAP |2.4.23 |2.4.31 | |------------------------------------+-----------+--------------| |OpenSSH |5.5p1 |6.0p1 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Perl |5.10 |5.14 | |------------------------------------+-----------+--------------| |PHP |5.3 |5.4 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Postfix MTA |2.7 |2.9 | |------------------------------------+-----------+--------------| |PostgreSQL |8.4 |9.1 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Python |2.6 |2.7 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Python 3 |3.1 |3.2 | |------------------------------------+-----------+--------------| |Samba |3.5 |3.6 | +---------------------------------------------------------------+ O Debian suporta a versão 4.1 da Linux Standard Base (LSB), com     uma revogação explícita e específica do Debian a partir da especificação LSB 4.1: a Qt3 não está incluída. 2.2.1. CDs, DVDs e BDs A versão oficial do Debian agora é distribuída em 9 a 10 DVDs com executáveis ou 61 a 69 "CDs com executáveis (dependendo da arquitetura) e 8 DVDs de códigos fonte ou 46 CDs de códigos fonte. Adicionalmente, há um DVD multiarquitetura com um subconjunto da versão para as arquiteturas amd64 e i386,     juntamente com o código fonte. O Debian também é lançado como imagens Blu-ray (BD), 2 de cada para as arquiteturas amd64 e i386, ou 2 para código fonte. Por razões de espaço, alguns pacotes muito grandes foram omitidos nos formatos em CD; esses pacotes cabem melhor nos formatos em DVD e BD, então, ainda estão incluídos nesses. 2.2.2. Multiarquitetura (“multiarch”) A novidade no Debian 7.0 é a multiarquitetura (“multiarch”). A multiarquitetura permite que você instale pacotes de múltiplas arquiteturas em uma mesma máquina. Isso é útil de diversas     formas, mas a mais comum é instalar tanto software de 64 quanto 32 bits na mesma máquina e ter as dependências resolvidas corretamente de forma automática. O wiki do Debian tem um extenso manual (http://wiki.debian.org/pt_BR/Multiarch/HOWTO) sobre como fazer uso dessa funcionalidade se você precisar. 2.2.3. Inicialização por dependências A inicialização baseada em dependências introduzida com o Debian     6.0 agora está sempre habilitada, inclusive para os usuários do file-rc. Para sequenciamento otimizado, todos os scripts do init.d devem declarar suas dependências em um cabeçalho LSB. Esse já é o caso     para os scripts fornecidos no Debian, mas os usuários devem verificar seus scripts locais e considerar a adição dessa informação.     Para mais informações sobre esse recurso consulte as informações disponíveis em /usr/share/doc/insserv/README.Debian. 2.2.4. systemd O Debian 7.0 introduz suporte preliminar para systemd, um sistema     init com monitoração avançada, capacidades de gerenciamento de serviços e registro. Embora ele seja projetado como um substituto do sysvinit e, como tal, faça uso dos scripts de inicialização SysV já existentes, o pacote systemd pode ser seguramente instalado em conjunto com o     sysvinit e iniciado através da opção do kernel init=/bin/systemd. Para utilizar os recursos fornecidos pelo systemd, em torno de 50 pacotes já fornecem suporte nativo, entre eles os pacotes essenciais como udev, dbus e rsyslog. O systemd é fornecido como uma prévia da tecnologia no Debian     7.0. Para mais informações sobre esse assunto, veja o wiki (http: //wiki.debian.org/systemd) do Debian. 2.2.5. Multimídia O Debian wheezy vem com melhor suporte à multimídia: o ffmpeg foi substituído pelo fork libav (libav-tools), que é considerado por apresentar um processo de lançamento mais conservador e assim se encaixa melhor com as necessidades do Debian. Ele fornece todas as bibliotecas e prepara um caminho de atualização para os pacotes de aplicativos já existentes. As bibliotecas libav com todos os recursos e frontends incluem, por exemplo, mplayer, mencoder, vlc e transcode. É fornecido suporte de codec     adicional, por exemplo, através do lame para codificação de áudio MP3, xvidcore para codificação de vídeo MPEG-4 ASP, x264 para codificação de vídeo H.264/MPEG-4 AVC, vo-aacenc para codificação de áudio AAC e opencore-amr e vo-amrwbenc para codificação e decodificação de banda estreita multitaxa adaptativa e banda larga, respectivamente. Para a maioria dos casos de utilização, a instalação de pacotes a partir de repositórios de terceiros não deve ser mais necessária. Os tempos de multimídia aleijada no Debian finalmente acabaram! 2.2.6. Segurança reforçada Muitos pacotes Debian agora estão sendo construídos com as opções de fortalecimento do compilador gcc habilitadas. Essas opções ativam várias proteções contra problemas de segurança, tais como esmagamento de pilha (“stack smashing”), locais previsíveis de     valores na memória, etc. Um esforço tem sido feito para garantir que um maior número possível de pacotes inclua essas opções, especialmente focando naqueles da instalação básica, deamons acessíveis pela rede e pacotes que tenham tido problemas de segurança nos últimos anos. Note que as opções de fortalecimento não são habilitadas por     padrão no gcc, então não são usadas automaticamente quando um software é construído localmente. O pacote hardening-wrapper pode fornecer um gcc com essas opções habilitadas. 2.2.7. AppArmor O Debian 7.0 suporta o sistema de Controle de Acesso Obrigatório (“Mandatory Access Control”) AppArmor. Quando habilitado, o     AppArmor confina programas de acordo com um conjunto de regras que especificam quais arquivos um dado programa pode acessar. Essa abordagem pró-ativa ajuda a proteger o sistema contra vulnerabilidades tanto conhecidas quanto desconhecidas. O AppArmor é desabilitado por padrão no Debian 7.0. O wiki do     Debian tem instruções (http://wiki.debian.org/AppArmor) de como usar essa funcionalidade. 2.2.8. A seção “stable-backports” Note que isso substitui a funcionalidade previamente fornecida     pelo repositório backports.debian.org (http:// backports.debian.org/) .     Para utilizar pacotes do wheezy-backports, você pode adicionar uma entrada ao seu sources.list:     deb http://mirrors.kernel.org/debian wheezy-backports main contrib deb-src http://mirrors.kernel.org/debian wheezy-backports main contrib Na próxima vez que você executar apt-get update, o sistema tomará     conhecimento dos pacotes na seção wheezy-backports e os mesmos estarão disponíveis para instalação da mesma forma como no antigo repositório backports.debian.org. Quando um novo pacote estiver disponível via wheezy-backports     para corrigir um problema de segurança, esse será anunciado na lista de discussão debian-backports-announce (http:// lists.debian.org/debian-backports-announce/) . 2.2.9. A seção “stable-updates” Alguns pacotes da proposed-updates também podem ser disponibilizados através do mecanismo wheezy-updates. Esse caminho será usado para atualizações que muitos usuários podem     querer instalar em seus sistemas antes que o próximo lançamento pontual seja feito, tais como atualizações de scanners de vírus e dados de fuso horário. Todos os pacotes do wheezy-updates serão incluídos em lançamentos pontuais.     Para utilizar pacotes do wheezy-updates, você pode adicionar o seguinte em seu sources.list:     deb http://mirrors.kernel.org/debian wheezy-updates main contrib deb-src http://mirrors.kernel.org/debian wheezy-updates main contrib Na próxima vez que você executar apt-get update, o sistema tomará     conhecimento dos pacotes na seção wheezy-updates e irá considerá-los quando procurar por pacotes para atualização. Observe que se APT::Default-Release estiver definido em seu /etc/ apt/apt.conf (ou em quaisquer dos /etc/apt/apt.conf.d/*), então, para que as atualizações automáticas funcionem, é necessário adicionar o seguinte bloco de configuração em /etc/apt/     preferences (veja apt_preferences(5) para mais informações): Package: * Pin: release o=Debian,n=wheezy-updates Pin-Priority: 990 Quando um novo pacote estiver disponível via wheezy-updates, esse     será anunciado na lista de discussão debian-stable-announce (http://lists.debian.org/debian-stable-announce/) . 2.2.10. GNOME 3 O GNOME sofreu uma reestruturação da interface principal na     atualização para a versão 3.4. O painel tradicional do GNOME foi substituído pelo “shell”, uma interface inovadora, com grandes melhorias de usabilidade. Entre outras coisas, apresenta áreas de trabalho dinâmicas, um     teclado na tela (Caribou), mensagem instantânea incorporada à interface, e integração com GNOME keyring e PolicyKit. Se você quiser manter uma interface mais próxima da versão 2.30 do GNOME no wheezy, você pode selecionar a sessão “GNOME Clássico     ” na tela de login. Ele lhe trará uma versão melhorada do painel tradicional. Você ainda pode editar o painel para adicionar mais applets, usando a combinação oculta “alt+clique direito”. Caso o seu hardware não seja compatível com os requisitos do     GNOME shell, você também será redirecionado para a interface “ clássica”. 2.2.10.1. Aplicativos novos e removidos Sushi é um novo aplicativo de pré-visualização. Apenas pressione     a barra de espaço em um arquivo no gerenciador de arquivos e aprecie. A ferramenta de indexação Tracker agora faz parte do ambiente de trabalho GNOME. Após o seu primeiro login, ela indexará o seu     ambiente de trabalho, e agora está disponível como ferramenta de busca padrão. Também é a chave para a nova ferramenta de documentos do GNOME, para gerenciar seus documentos recentemente utilizados.     Aplicativos de áudio e mixagem agora exigem o daemon de som PulseAudio, que fornece mixagem por aplicativo.     O sistema de ajuda foi completamente reprojetado, com um novo formato de documentação.     GNOME boxes é uma ferramenta para manipular suas máquinas virtuais, integrada ao shell e usando QEMU/KVM.     Alguns outros novos aplicativos: GNOME contacts, GNOME online accounts, GNOME PackageKit, GNOME color manager, Rygel.     O Ekiga não faz mais parte do GNOME. Muitos dos seus recursos agora estão disponíveis no Empathy. 2.2.10.2. Configurações A maioria das tecnologias subjacentes ao GNOME ainda estão aqui: o sistema de mensagem D-Bus, o gerenciador de permissões     PolicyKit, o sistema de multimídia GStreamer, o sistema de arquivo virtual gvfs, o sistema MIME, o ConsoleKit, interfaces udisks e upower para gerenciamento de hardware; todos estão mantidos sem maiores alterações. Entretanto, o sistema de configuração subjacente do GNOME passou por uma grande evolução, do GConf para um novo sistema chamado GSettings, que é muito mais rápido e mais versátil. As     configurações podem ser navegadas ou editadas usando a (recomendada) ferramenta de linha de comando gsettings, ou a ferramenta gráfica dconf-editor. O sistema GConf ainda está disponível para aplicativos de terceiros que o utilizem. A maioria das configurações é migrada durante a atualização, mas por razões técnicas e conceituais, um número restrito de configurações não é: * sessão padrão e idioma (agora gerenciados pelo daemon accountsservice); * papel de parede da área de trabalho;     * tema GTK+ padrão (nenhum dos temas anteriores existe mais); * configurações do painel e applets (applets agora usam posicionamento relativo); * navegador web padrão e leitor de e-mail (as configurações agora são parte do sistema MIME através dos tipos x-scheme-handler/*). 2.2.10.3. Gerenciador de tela O gerenciador de tela do GNOME (gdm3) passou por uma grande evolução junto com o ambiente de trabalho. A principal mudança é que as configurações da tela de login também foram migradas para     GSettings. O arquivo de configuração mudou para greeter.gsettings e as configurações não são preservadas. Isso afeta somente as configurações da interface; as configurações do daemon ainda estão no mesmo local.     O pacote legado GDM 2.20 não está mais disponível; a maioria dos seus recursos anteriores agora está disponível no GDM 3.x. 2.2.10.4. Gerenciamento de rede O GNOME agora dispõe de reconhecimento de conectividade on-line,     com vários aplicativos e o GNOME shell usando o NetworkManager. Isso permite o suporte a IPv6 e uma grande variedade de outras tecnologias de rede, tais como VPNs, rede sem fio e 3G. Os usuários do GNOME são fortemente aconselhados a usar o NetworkManager para conectividade de rede; os componentes do     GNOME funcionam melhor com o NetworkManager. Caso você esteja planejando utilizar um outro daemon de gerenciamento de rede ao invés dele (tal como wicd-daemon), por favor, veja a seção Seção 5.6, “NetworkManager”. 2.2.11. Nuvem O Debian 7.0 inclui a suíte OpenStack assim como a Xen Cloud     Platform (XCP), permitindo que os usuários implantem sua própria infraestrutura de nuvem. As imagens do Debian também são fornecidas nas principais     plataformas de nuvens públicas, incluindo Amazon EC2, Windows Azure e Google Compute Engine. 2.2.12. Sistemas de arquivos temporários Nas versões anteriores, os sistemas de arquivos temporários (tmpfs) eram montados em /lib/init/rw, /dev/shm/ e opcionalmente em /var/lock e /var/run. O /lib/init/rw foi removido, e os outros     foram movidos abaixo de /run. /var/run e /var/lock eram configurados usando RAMRUN e RAMLOCK em /etc/default/rcS. Todos esses sistemas de arquivos tmpfs agora são configuráveis usando o /etc/default/tmpfs; as configurações antigas não são migradas automaticamente. +--------------------------------------------------------------+ |Antigo local|Novo local|Antiga configuração|Nova configuração | |------------+----------+-------------------+------------------| |  |  |/etc/default/rcS |/etc/default/tmpfs| |------------+----------+-------------------+------------------| |/lib/init/rw|/run |N/A |N/A | |------------+----------+-------------------+------------------|     |/var/run |/run |RAMRUN |N/A | |------------+----------+-------------------+------------------| |/var/lock |/run/lock |RAMLOCK |RAMLOCK | |------------+----------+-------------------+------------------| |/dev/shm |/run/shm |N/A |RAMSHM | |------------+----------+-------------------+------------------| |N/A |/tmp |N/A |RAMTMP | +--------------------------------------------------------------+ A migração dos dados para os novos locais ocorrerá automaticamente durante a atualização e continuarão a estar disponíveis nos locais novos e antigos, com exceção do /lib/init/     rw. Nenhuma ação é necessária de sua parte, embora você possa desejar customizar quais sistemas de arquivos tmpfs são montados, e seus limites de tamanho, em /etc/default/tmpfs depois que a atualização estiver concluída. Por favor, veja a página de manual tmpfs(5) para mais detalhes. Caso você tenha escrito alguns scripts customizados que façam uso     de /lib/init/rw, esses devem ser atualizados para usar /run ao invés disso. O /tmp não é um tmpfs por padrão. Caso você escolha usar esse recurso, por favor, observe que: * o conteúdo do /tmp não é preservado entre as reinicializações; o /var/tmp existe para esse propósito; * o tamanho máximo do /tmp pode (dependendo do seu sistema específico) ser menor do que antes. Caso você considere que não há espaço livre suficiente, é possível aumentar os limites de     tamanho; veja tmpfs(5). * Aplicativos que criam arquivos temporários excessivamente grandes podem provocar que o /tmp esgote o espaço livre. Deve ser possível configurar um local diferente para esses arquivos definindo a variável de ambiente TMPDIR. * Se desejado, os padrões também podem ser substituídos com uma entrada no /etc/fstab, por exemplo: tmpfs /tmp tmpfs nodev,nosuid,size=20%,mode=1777 0 0 Capítulo 3. Sistema de instalação O Instalador Debian é o sistema de instalação oficial para o     Debian. Ele oferece vários métodos de instalação. Os métodos disponíveis para instalar seu sistema dependem da sua arquitetura. Imagens do instalador para o wheezy podem ser encontradas     juntamente com o Guia de Instalação no site web do Debian (http:/ /www.debian.org/releases/wheezy/debian-installer/) .     O Guia de Instalação também está incluído no primeiro CD/DVD dos conjuntos de CDs/DVDs oficiais do Debian, disponíveis em:     /doc/install/manual/idioma/index.html Também pode ser do seu interesse verificar a errata (http://     www.debian.org/releases/wheezy/debian-installer/index#errata) do debian-installer que contém uma lista de problemas conhecidos. 3.1. Quais as novidades do sistema de instalação? Muito desenvolvimento foi feito no Instalador Debian desde seu     lançamento oficial anterior com o Debian 6.0, resultando tanto em melhorias no suporte a hardware quanto em alguns novos recursos muito interessantes. Nas notas de lançamento nós iremos listar somente as grandes mudanças do instalador. Se você está interessado nas mudanças     detalhadas desde o squeeze, por favor, verifique os anúncios de lançamento das versões beta e RC do wheezy disponíveis a partir do histórico de notícias (http://www.debian.org/devel/ debian-installer/News/) do Instalador Debian. 3.1.1. Grandes mudanças Novos portes O suporte para as arquiteturas “armhf” e “s390x” foi adicionado ao instalador. Suporte a software de síntese de voz O Debian pode ser instalado usando software de síntese de voz, por exemplo, por pessoas com deficiência visual que não usam um dispositivo Braille. Esse recurso é acionado simplesmente digitando s e Enter após o bip de inicialização do instalador. Mais de doze idiomas são suportados. Novos idiomas Graças aos enormes esforços dos tradutores, Debian agora pode ser instalado em 74 idiomas, incluindo o Inglês. Isso significa três idiomas a mais do que na squeeze. A maioria dos idiomas estão disponíveis para instalação tanto em interface baseada em texto quanto em interface gráfica, enquanto alguns só estão disponíveis em interface gráfica. Os idiomas acrescentados nesta versão incluem: * O Galês foi adicionado novamente ao instalador em modo gráfico e em modo texto (ele tinha sido removido no     squeeze). * Tibetano e Uyghur foram adicionados ao instalador gráfico. Os idiomas que só podem ser selecionados usando o instalador gráfico, já que seus conjuntos de caracteres não podem ser apresentados num ambiente não-gráfico, são: Amárico, Bengali, Dzongkha, Gujarati, Hindi, Georgiano, Kannada, Khmer, Malaiala, Marathi, Nepalês, Punjabi, Tamil, Telugu, Tibetano e Uyghur. Configuração de rede O instalador agora suporta instalação em redes que usam apenas IPv6. Agora é possível instalar sobre uma rede sem fio criptografada com WPA. Sistema de arquivos padrão O ext4 é o sistema de arquivos padrão para novas instalações, substituindo o ext3. O sistema de arquivos btrfs é fornecido como uma prévia da tecnologia. 3.1.2. Instalação automatizada Algumas mudanças mencionadas na seção anterior também implicam em mudanças no suporte do instalador para instalação automatizada     utilizando arquivos de pré-configuração. Isso significa que se você tiver arquivos de pré-configuração que funcionaram com o instalador squeeze, você não pode esperar que esses funcionem com o novo instalador sem modificação. O Guia de Instalação (http://www.debian.org/releases/wheezy/     installmanual) possui um apêndice atualizado separado com uma extensa documentação sobre como usar a pré-configuração. Capítulo 4. Atualizações a partir do Debian 6.0 (squeeze) 4.1. Preparando para a atualização Nós sugerimos que antes de atualizar você também leia as informações na Capítulo 5, Problemas a serem considerados para o     wheezy. Esse capítulo aborda potenciais problemas, os quais não estão diretamente relacionados ao processo de atualização, mas que ainda pode ser importante conhecer antes que você comece. 4.1.1. Faça backup de quaisquer dados ou informações de configuração Antes de atualizar o seu sistema, é fortemente recomendado que você faça um backup completo ou, pelo menos, faça backup de     quaisquer dados ou informações de configuração que você não possa perder. As ferramentas de atualização e o processo são bastante confiáveis, mas uma falha de hardware no meio de uma atualização pode resultar em um sistema severamente danificado. As principais coisas que você terá que fazer backup são os conteúdos do /etc, /var/lib/dpkg, /var/lib/apt/extended_states e     a saída do dpkg --get-selections "*" (as aspas são importantes). Se você utiliza o aptitude para gerenciar pacotes em seu sistema, você também terá que fazer backup do /var/lib/aptitude/pkgstates. O processo de atualização em si não modifica nada no diretório / home. No entanto, alguns aplicativos (por exemplo, partes da suíte Mozilla e os ambientes de área de trabalho GNOME e KDE) são conhecidos por sobrescrever as configurações existentes dos     usuários com novos padrões, quando uma nova versão do aplicativo é iniciada pela primeira vez por um usuário. Como precaução, você pode fazer um backup dos arquivos e diretórios ocultos (“dotfiles ”) nos diretórios home dos usuários. Esse backup pode ajudar a recuperar ou recriar antigas configurações. Você também pode informar os usuários sobre isso. Qualquer operação de instalação de pacote deve ser executada com     privilégios de superusuário, para isso, faça login como root ou use o su ou o sudo para obter os direitos de acesso necessários.     A atualização possui algumas condições prévias; você deve verificá-las antes de começar a executar a atualização. 4.1.2. Informe os usuários com antecedência É sensato informar a todos os usuários com antecedência sobre qualquer atualização que você esteja planejando, embora os     usuários que acessem o seu sistema via uma conexão ssh pouco devam notar durante a atualização, e devam ser capazes de continuar trabalhando.     Se você desejar tomar precauções extras, faça backup ou desmonte a partição /home antes de atualizar. Você terá que fazer uma atualização de kernel quando atualizar     para o wheezy, então, uma reinicialização será necessária. Normalmente, isso será feito depois que a atualização for concluída. 4.1.3. Preparar para a indisponibilidade dos serviços Poderão haver serviços que são oferecidos pelo sistema que estão associados aos pacotes que serão incluídos na atualização. Se     esse for o caso, por favor, note que durante a atualização esses serviços serão interrompidos, enquanto os seus pacotes associados estiverem sendo substituídos e configurados. Durante esse tempo, esses serviços não estarão disponíveis. O tempo exato de indisponibilidade desses serviços variará dependendo do número de pacotes sendo atualizados no sistema, e isso também inclui o tempo que o administrador do sistema gasta respondendo a quaisquer perguntas de configuração das     atualizações dos pacotes. Observe que, se o processo de atualização for deixado sem acompanhamento e o sistema solicitar uma entrada durante a atualização, existe uma grande possibilidade dos serviços ficarem indisponíveis^[1] por um período significativo de tempo. Se o sistema que está sendo atualizado fornecer serviços críticos para os seus usuários ou para a rede^[2], você pode reduzir o tempo de indisponibilidade se fizer uma atualização mínima do sistema, como descrito na Seção 4.4.5, “Atualização mínima do sistema”, seguida de uma atualização do kernel e reinicialização,     e então atualizar os pacotes associados aos seus serviços críticos. Atualize esses pacotes antes de fazer a atualização completa descrita na Seção 4.4.6, “Atualizando o sistema”. Dessa forma, você pode garantir que esses serviços essenciais estejam funcionando e disponíveis durante o processo de atualização completa, e o seu tempo de indisponibilidade seja reduzido. 4.1.4. Preparar para recuperação Embora o Debian tente garantir que o seu sistema permaneça inicializável a todo o momento, sempre há uma chance de você ter     problemas ao reinicializar o seu sistema após a atualização. Problemas possíveis conhecidos são documentados neste e nos próximos capítulos destas notas de lançamento. Por essa razão faz sentido garantir que você seja capaz de     recuperar o seu sistema caso não consiga reinicializar ou, para sistemas gerenciados remotamente, não consiga levantar a rede. Se você estiver atualizando remotamente através de um link ssh é recomendado que você tome as precauções necessárias para ser capaz de acessar o servidor por meio de um terminal serial     remoto. Há uma chance de que, após atualizar o kernel e reinicializar, você tenha que corrigir a configuração do sistema por meio de um console local. Além disso, se o sistema for reinicializado acidentalmente no meio de uma atualização, existe uma chance de que precise recuperá-lo usando um console local.     A coisa mais óbvia a tentar primeiro é reinicializar com seu kernel antigo. Entretanto, não é garantido que isso funcione. Se isso falhar, você precisará de uma forma alternativa de inicializar seu sistema, e assim poder acessá-lo e repará-lo. Um     opção é usar uma imagem especial de recuperação ou um live CD de Linux. Após a inicialização a partir dele, você deverá ser capaz de montar o seu sistema de arquivos raiz e fazer chroot nele para investigar e corrigir o problema. Outra opção que nós gostaríamos de recomendar é usar o modo de recuperação do Instalador Debian do wheezy. A vantagem de usar o instalador é que você pode escolher entre os seus vários métodos de instalação para encontrar aquele que melhor se adéqua à sua     situação. Para mais informações, por favor, consulte a seção “ Recuperando um sistema quebrado” no capítulo 8 do Guia de Instalação (http://www.debian.org/releases/wheezy/installmanual) e a FAQ do Instalador Debian (http://wiki.debian.org/ DebianInstaller/FAQ) . 4.1.4.1. Shell de depuração durante a inicialização usando initrd O pacote initramfs-tools inclui um shell de depuração^[3] nas initrds que ele gera. Se, por exemplo, a initrd for incapaz de     montar o seu sistema de arquivos raiz, você será deixado nesse shell de depuração que tem comandos básicos disponíveis para ajudar a rastrear o problema e possivelmente corrigi-lo. Coisas básicas a serem verificadas: presença dos arquivos de dispositivo corretos em /dev; quais módulos estão carregados (cat /proc/modules); saída do dmesg com erros de carregamento de     drivers. A saída do dmesg também exibirá quais arquivos de dispositivo foram associados a quais discos; você deve verificar isso com a saída do echo $ROOT para certificar-se que o sistema de arquivos raiz está no dispositivo esperado. Se você conseguir resolver o problema, digitar exit deixará o shell de depuração e continuará o processo de inicialização a     partir do ponto em que ele falhou. Claro que você também precisará corrigir a causa do problema e gerar novamente a initrd, pois assim a próxima inicialização não falhará novamente. 4.1.5. Preparar um ambiente seguro para a atualização A atualização da distribuição deve ser feita localmente a partir     de um console virtual em modo texto (ou um terminal serial conectado diretamente), ou remotamente através de um link ssh. Importante     Se você estiver usando alguns serviços VPN (tais como tinc) eles podem não estar disponíveis ao longo do processo de atualização. Por favor, veja a Seção 4.1.3, “Preparar para a indisponibilidade dos serviços”. A fim de conseguir uma margem extra de segurança quando atualizar remotamente, nós sugerimos que você execute o processo de     atualização no console virtual fornecido pelo programa screen, que permite uma reconexão segura e garante que o processo de atualização não seja interrompido mesmo se o processo de conexão remota falhar. Importante Você não deve atualizar utilizando telnet, rlogin, rsh, ou a partir de uma sessão X gerenciada por xdm, gdm ou kdm, etc., na máquina que você estiver atualizando. Isso é porque cada um     desses serviços pode muito bem ser terminado durante a atualização, o que pode resultar em um sistema inacessível que está apenas parcialmente atualizado. O uso do aplicativo update-manager do GNOME é fortemente desencorajado para atualizações para novas versões, pois essa ferramenta precisa que a sessão da área de trabalho se mantenha ativa. 4.2. Verificando o estado do sistema O processo de atualização descrito neste capítulo foi idealizado para atualizações a partir de sistemas squeeze “puros” sem     pacotes de terceiros. Para uma maior confiabilidade do processo de atualização, você pode remover pacotes de terceiros do seu sistema antes de começar a atualização. Atualizações diretas a partir de versões do Debian mais antigas do que a 6.0 (squeeze) não são suportadas. Por favor, siga as     instruções nas Notas de lançamento para Debian 6.0 (http:// www.debian.org/releases/squeeze/releasenotes) para atualizar para 6.0 primeiro. Esse procedimento também assume que o seu sistema foi atualizado     para a versão pontual mais recente do squeeze. Se você não tiver feito isso ou não tiver certeza, siga as instruções na Seção A.1, “Atualizando seu sistema squeeze”. 4.2.1. Rever as ações pendentes no gerenciador de pacotes Em alguns casos, o uso do apt-get para instalação de pacotes, ao invés do aptitude, pode fazer o aptitude considerar um pacote     como “não usado” e agendá-lo para remoção. Em geral, você deve certificar-se que o sistema está totalmente atualizado e “limpo” antes de proceder com a atualização. Por causa disso, você deve rever se existem quaisquer ações pendentes no gerenciador de pacotes aptitude. Se um pacote estiver agendado para remoção ou atualização no gerenciador de     pacotes, ele pode impactar negativamente no procedimento de atualização. Note que só é possível corrigir isso se o seu sources.list ainda apontar para o squeeze e não para stable ou wheezy; veja a Seção A.2, “Verificando sua lista de fontes (sources list)”. Para fazer esta revisão, inicie o aptitude em “modo visual” e pressione g (“Go”). Se ele mostrar quaisquer ações, você deve     revê-las e corrigi-las ou implementar as ações sugeridas. Se nenhuma ação for sugerida será apresentada uma mensagem dizendo “ Nenhum pacote está agendado para ser instalado, removido ou atualizado”. 4.2.2. Desabilitando o APT pinning Se você tiver configurado o APT para instalar determinados pacotes a partir de uma distribuição diferente da "stable" (por exemplo, da "testing"), você pode ter que mudar sua configuração     de APT pinning (guardada em /etc/apt/preferences e /etc/apt/ preferences.d/) para permitir a atualização dos pacotes para as versões existentes na nova versão "stable". Mais informações sobre APT pinning podem ser encontradas em apt_preferences(5). 4.2.3. Verificando o estado dos pacotes Independentemente do método usado para atualização, é recomendado que você primeiro verifique o estado de todos os pacotes, e     verifique se todos estão em um estado atualizável. O seguinte comando exibirá quaisquer pacotes que tenham um estado de “ Half-Installed” ou “Failed-Config”, e aqueles com algum estado de erro.     # dpkg --audit     Você também pode inspecionar o estado de todos os pacotes em seu sistema usando o aptitude ou com comandos como     # dpkg -l | pager     ou     # dpkg --get-selections "*" > ~/curr-pkgs.txt É desejável remover quaisquer retenções (holds) em pacotes antes     da atualização. Se qualquer pacote que seja essencial para a atualização estiver retido, a atualização falhará. Note que o aptitude usa um método para registrar os pacotes que     estão retidos diferente do apt-get e do dselect. Você pode identificar pacotes retidos pelo aptitude com     # aptitude search "~ahold"     Se você quiser verificar quais pacotes você tem retidos pelo apt-get, você deve usar     # dpkg --get-selections | grep 'hold$' Se você alterou e recompilou um pacote localmente, e não o     renomeou ou colocou uma época na versão, você deve colocá-lo em retenção para evitar que seja atualizado.     O estado do pacote em “hold” pelo apt-get pode ser alterado usando:     # echo nome_do_pacote hold | dpkg --set-selections     Substitua hold por install para remover o estado de “hold”. Se existir alguma coisa que você precisa corrigir, é melhor     certificar-se que o seu sources.list ainda se refere a squeeze como explicado na Seção A.2, “Verificando sua lista de fontes (sources list)”. 4.2.4. A seção “proposed-updates” Se você tiver a seção “proposed-updates” presente no seu arquivo     /etc/apt/sources.list, você deve removê-la desse arquivo antes de tentar atualizar o seu sistema. Essa é uma precaução para reduzir a probabilidade de conflitos. 4.2.5. Fontes não oficiais e “backports” Se você tiver quaisquer pacotes não-Debian no seu sistema, você deve estar ciente de que esses podem ser removidos durante a atualização por causa de dependências conflitantes. Se esses     pacotes foram instalados pela adição de um repositório extra no seu /etc/apt/sources.list, você deve verificar se tal repositório também oferece pacotes compilados para wheezy e alterar a linha da fonte correspondente ao mesmo tempo que alterar as suas linhas das fontes para os pacotes Debian. Alguns usuários podem ter versões atualizadas retroativamente (“ backported”) não-oficiais “mais novas” dos pacotes que estão no Debian instaladas no seu sistema squeeze. Tais pacotes são mais     prováveis de causar problemas durante a atualização, pois podem resultar em conflitos de arquivo^[4]. A Seção 4.5, “Possíveis problemas durante a atualização” tem algumas informações sobre como lidar com conflitos de arquivo caso eles possam ocorrer. 4.3. Preparando as fontes para o APT     Antes de iniciar a atualização você deve ajustar as listas de pacote no arquivo de configuração do apt, /etc/apt/sources.list. O apt considerará todos os pacotes que possam ser encontrados através de qualquer linha iniciada por “deb”, e instalará o     pacote com o número de versão mais elevado, dando prioridade à primeira linha do arquivo (assim, onde você tiver múltiplas localizações de espelhos, normalmente indicará primeiro um disco rígido local, depois CD-ROMs, e então os espelhos HTTP/FTP). Uma versão pode frequentemente ser referida tanto pelo seu codinome (por exemplo, squeeze, wheezy) como pelo seu nome de estado (ou seja, oldstable, stable, testing, unstable). Referir-se a uma versão pelo seu codinome tem a vantagem que você     nunca será surpreendido por uma nova versão, e por essa razão essa abordagem é adotada aqui. Isso significa certamente que você mesmo terá que ficar atento aos anúncios de lançamento. Se ao invés disso você usar o nome de estado, verá apenas grandes quantidades de atualizações dos pacotes disponíveis assim que um lançamento acontecer. 4.3.1. Adicionar fontes da Internet ao APT A configuração padrão é definida para instalação a partir dos principais servidores do Debian na Internet, mas você pode querer     modificar o /etc/apt/sources.list para usar outros espelhos, preferencialmente um espelho que esteja localizado o mais próximo de você em termos de rede. Os endereços dos espelhos HTTP ou FTP do Debian podem ser encontrados em http://www.debian.org/distrib/ftplist (http://     www.debian.org/distrib/ftplist) (veja na seção “lista de espelhos do Debian”). Espelhos HTTP geralmente são mais rápidos do que espelhos FTP. Por exemplo, suponha que seu espelho Debian mais próximo seja     http://mirrors.kernel.org. Quando examinar esse espelho com um navegador web ou programa de FTP, você notará que os diretórios principais estão organizados assim:     http://mirrors.kernel.org/debian/dists/wheezy/main/binary-i386/... http://mirrors.kernel.org/debian/dists/wheezy/contrib/binary-i386/...     Para usar esse espelho com o apt, você adiciona esta linha ao seu arquivo sources.list:     deb http://mirrors.kernel.org/debian wheezy main contrib Note que o “dists” é adicionado implicitamente, e os argumentos     após o nome da versão são usados para expandir o caminho em múltiplos diretórios. Após adicionar suas novas fontes, desabilite as linhas “deb”     previamente existentes em sources.list pondo um sinal de cerquilha (#) no início delas. 4.3.2. Adicionando fontes ao APT para um espelho local Ao invés de usar espelhos de pacotes HTTP ou FTP, você pode     querer modificar o /etc/apt/sources.list para usar um espelho em um disco local (possivelmente montado sobre NFS).     Por exemplo, seu espelho de pacotes pode estar sob /var/ftp/ debian/, e ter diretórios principais assim:     /var/ftp/debian/dists/wheezy/main/binary-i386/... /var/ftp/debian/dists/wheezy/contrib/binary-i386/...     Para usar isso com o apt, adicione esta linha ao seu arquivo sources.list:     deb file:/var/ftp/debian wheezy main contrib Note que o “dists” é adicionado implicitamente, e os argumentos     após o nome da versão são usados para expandir o caminho em múltiplos diretórios. Após adicionar suas novas fontes, desabilite as linhas “deb”     previamente existentes em sources.list pondo um sinal de cerquilha (#) no início delas. 4.3.3. Adicionando fontes ao APT a partir de mídia ótica Se você quiser usar apenas CDs (ou mídias de DVDs ou Blu-ray),     comente as linhas “deb” já existentes em /etc/apt/sources.list pondo um sinal de cerquilha (#) no início delas. Certifique-se de que existe uma linha em /etc/fstab que habilite a montagem do seu drive de CD-ROM no ponto de montagem /cdrom (o     ponto de montagem /cdrom exato é requerido pelo apt-cdrom). Por exemplo, se /dev/scd0 for seu drive de CD-ROM, o /etc/fstab deve conter uma linha como:     /dev/scd0 /cdrom auto noauto,ro 0 0     Note que não deve haver nenhum espaço entre as palavras noauto,ro no quarto campo.     Para verificar se funciona, insira um CD e tente executar # mount /cdrom # isso montará o CD no ponto de montagem     # ls -alF /cdrom # isso deverá exibir o diretório raiz do CD # umount /cdrom # isso desmontará o CD     Depois, execute:     # apt-cdrom add     para cada CD-ROM de binários do Debian que você tiver, para adicionar os dados a respeito de cada CD à base de dados do APT. 4.4. Atualizando pacotes A forma recomendada para atualizar a partir de versões anteriores do Debian é usar a ferramenta de gerenciamento de pacotes apt-get     . Nos lançamentos anteriores, o aptitude era recomendado para esse propósito, mas as versões recentes do apt-get fornecem uma funcionalidade equivalente e também têm demonstrado maior consistência dando os resultados desejados nas atualizações. Não esqueça de montar todas as partições necessárias     (especialmente as partições raiz e /usr) com permissões de leitura e escrita, com um comando como:     # mount -o remount,rw /ponto-de-montagem Em seguida, você deve confirmar novamente se as entradas das fontes do APT (em /etc/apt/sources.list) referem-se a “wheezy” ou a “stable”. Não devem haver quaisquer entradas de fontes que apontem para squeeze     +--------------------------------------------------+ |Nota | | | |As linhas de fontes de um CD-ROM podem às vezes se| |referir à “unstable”; embora isso possa ser | |confuso, você não deve alterá-las. | +--------------------------------------------------+ 4.4.1. Gravando a sessão É fortemente recomendado que você utilize o programa /usr/bin/ script para gravar uma transcrição da sessão de atualização.     Então, se um problema ocorrer, você terá um registro do que aconteceu e, se necessário, poderá fornecer informações precisas em um relatório de bug. Para iniciar a gravação, digite:     # script -t 2>~/upgrade-wheezy-etapa.hora -a ~/upgrade-wheezy-etapa.script ou semelhante. Se você tiver que reexecutar a transcrição (por exemplo, se você tiver que reinicializar o sistema) use valores diferentes para etapa para indicar qual etapa da atualização você     está registrando. Não ponha o arquivo de transcrição em um diretório temporário como /tmp ou /var/tmp (arquivos nesses diretórios podem ser excluídos durante a atualização ou durante qualquer reinicialização). A transcrição também permitirá que você reveja informações que     rolaram para fora da tela. Se você estiver no console do sistema, apenas mude para VT2 (usando Alt+F2) e, após se autenticar, use less -R ~root/upgrade-wheezy-etapa.script para ver o arquivo.     Depois que você tiver completado a atualização, pode parar o script digitando exit no prompt.     Se você tiver usado a opção -t para o script você pode usar o programa scriptreplay para reproduzir toda a sessão:     # scriptreplay ~/upgrade-wheezy-etapa.hora ~/upgrade-wheezy-etapa.script 4.4.2. Atualizando a lista de pacotes     Primeiro, a lista de pacotes disponíveis para a nova versão precisa ser obtida. Isso é feito executando:     # apt-get update 4.4.3. Certifique-se que você tem espaço suficiente para a atualização Você tem que se certificar, antes de atualizar o seu sistema, que você terá espaço em disco rígido suficiente quando iniciar a atualização completa do sistema descrita na Seção 4.4.6, “Atualizando o sistema”. Primeiro, qualquer pacote necessário para instalação que for obtido pela rede é armazenado em /var/ cache/apt/archives (e no subdiretório partial/, durante o download), então você deve certificar-se que tem espaço     suficiente na partição do sistema de arquivos que contém o /var/ para download temporário dos pacotes que serão instalados em seu sistema. Após o download, você provavelmente precisará de mais espaço em outras partições de sistemas de arquivos, tanto para instalação de pacotes atualizados (que podem conter executáveis maiores ou mais dados) quanto para novos pacotes que serão puxados pela atualização. Se o seu sistema não tiver espaço suficiente, você pode acabar com uma atualização incompleta que pode ser difícil de recuperar. O apt-get pode exibir informações detalhadas sobre o espaço em     disco necessário para a instalação. Antes de executar a atualização, você pode ver essa estimativa executando: # apt-get -o APT::Get::Trivial-Only=true dist-upgrade [ ... ]     XXX atualizados, XXX novos instalados, XXX para remover e XXX não atualizados. Necessário obter xx.xMB de arquivos. Após essa operação, AAAMB de espaço de disco adicional serão usados. Nota Ao executar esse comando no início do processo de atualização,     pode ocorrer um erro, devido às razões descritas nas próximas seções. Nesse caso, você precisará esperar até que tenha feito a atualização mínima do sistema, como na Seção 4.4.5, “Atualização mínima do sistema”, antes de executar esse comando para estimar o espaço em disco.     Se você não tiver espaço suficiente em disco para a atualização, o apt-get o avisará com uma mensagem como esta:     E: Você não tem espaço livre suficiente em /var/cache/apt/archives/.     Nessa situação, certifique-se de liberar espaço suficiente antes. Você pode: * Remover pacotes que tenham sido previamente baixados para instalação (em /var/cache/apt/archives). Limpar o cache de pacotes executando apt-get clean removerá todos os arquivos de pacote previamente baixados. * Remover pacotes esquecidos. Se você tiver usado o aptitude ou apt-get para instalar pacotes manualmente no squeeze, ele terá mantido o registro desses pacotes que você instalou manualmente e será capaz de marcar como redundantes aqueles pacotes obtidos apenas por dependências que não são mais necessárias devido ao pacote ter sido removido. Eles não marcarão para remoção pacotes que você instalou manualmente. Para remover automaticamente pacotes que não são mais usados, execute: # apt-get autoremove Você também pode usar o deborphan, debfoster ou cruft para encontrar pacotes redundantes. Não remova cegamente os pacotes apresentados por essas ferramentas, especialmente se você estiver usando opções agressivas diferentes do padrão que são propensas a falsos positivos. É altamente recomendado que você revise manualmente os pacotes sugeridos para remoção (ou seja, seus conteúdos, tamanhos e descrições) antes de removê-los. * Remova pacotes que ocupam muito espaço e não são necessários atualmente (você sempre pode reinstalá-los após a atualização). Se você tiver o popularity-contest instalado, você pode usar o popcon-largest-unused para listar os pacotes que você não usa e que ocupam mais espaço. Você pode encontrar apenas os pacotes que ocupam mais espaço em disco com dpigs (disponível no pacote debian-goodies) ou com o wajig (executando wajig size). Eles também podem ser encontrados com o aptitude. Inicie o aptitude em “modo visual”, selecione Visões → Nova lista de pacotes plana, pressione l e digite ~i, então pressione S e digite ~installsize. Isso lhe dará uma lista conveniente para trabalhar. * Remover traduções e arquivos de localização do sistema se eles não forem necessários. Você pode instalar o pacote localepurge e configurá-lo para que apenas alguns locales selecionados sejam mantidos no sistema. Isso reduzirá o espaço de disco consumido em /usr/share/locale. * Mover temporariamente para um outro sistema, ou remover     permanentemente, registros do sistema existentes em /var/log/. * Usar um /var/cache/apt/archives temporário: Você pode usar um diretório de cache temporário de um outro sistema de arquivos (dispositivo de armazenamento USB, disco rígido temporário, sistema de arquivos já em uso, ...) +-----------------------------------------------------+ |Nota | | | |Não use uma montagem NFS pois a conexão de rede pode | |ser interrompida durante a atualização. | +-----------------------------------------------------+ Por exemplo, se você tiver um drive USB montado em /media/ pendrive: 1. remova os pacotes que tenham sido previamente baixados para instalação: # apt-get clean 2. copie o diretório /var/cache/apt/archives para o drive USB: # cp -ax /var/cache/apt/archives /media/pendrive/ 3. monte o diretório de cache temporário no lugar do atual: # mount --bind /media/pendrive/archives /var/cache/apt/archives 4. após a atualização, restaure o diretório /var/cache/apt/ archives original: # umount /media/pendrive/archives 5. remova o /media/pendrive/archives restante. Você pode criar o diretório de cache temporário em qualquer sistema de arquivos que esteja montado em seu sistema. * Fazer uma atualização mínima do sistema (veja a Seção 4.4.5, “Atualização mínima do sistema”) ou atualizações parciais do sistema seguidas por uma atualização completa. Isso permitirá atualizar o sistema parcialmente, e permite limpar o cache de pacotes antes da atualização completa. Note que para remover pacotes com segurança, é aconselhável mudar     o seu sources.list de volta para squeeze como descrito na Seção A.2, “Verificando sua lista de fontes (sources list)”. 4.4.4. Seleção do tipo de kernel A configuração do kernel 686 do Debian foi substituída pela configuração 686-pae, que usa PAE (“Physical Address Extension” - Extensão de Endereço Físico). Se seu computador estiver atualmente utilizando a configuração 686 mas não tiver PAE, você precisará mudar para a configuração 486 ao invés dessa. Você pode     verificar se o seu computador tem PAE executando: $ grep -q '^flags.*\bpae\b' /proc/cpuinfo && echo yes || echo no Se não tiver (ou seja, o comando acima retornar no), você deve instalar o linux-image-486 e então remover o linux-image-686 e/ou o linux-image-2.6-686, se eles estiverem atualmente instalados. 4.4.5. Atualização mínima do sistema Em alguns casos, fazer a atualização completa (como descrito abaixo) diretamente pode remover um grande número de pacotes que     você queira manter. Nós portanto recomendamos um processo de atualização em duas partes: primeiro uma atualização mínima para superar esses conflitos, depois uma atualização completa como descrito na Seção 4.4.6, “Atualizando o sistema”.     Para fazer isso, primeiro execute:     # apt-get upgrade Isso tem como efeito a atualização daqueles pacotes que podem ser     atualizados sem a necessidade de que quaisquer outros pacotes sejam removidos ou instalados. A atualização mínima do sistema também pode ser útil quando o     sistema estiver com pouco espaço e uma atualização completa não puder ser feita devido às restrições de espaço. Se o pacote apt-listchanges estiver instalado, ele mostrará (em     sua configuração padrão) informações importantes sobre pacotes atualizados em um paginador. Pressione q após a leitura para sair do paginador e continue a atualização. 4.4.6. Atualizando o sistema Uma vez que você tenha cumprido os passos anteriores, agora está     pronto para continuar com a parte principal da atualização. Execute:     # apt-get dist-upgrade Nota     O processo de atualização para algumas versões anteriores recomendava o uso do aptitude para a atualização. Essa ferramenta não é recomendada para atualizações do squeeze para o wheezy. Isso realizará uma atualização completa do sistema, instalando as versões mais novas disponíveis de todos os pacotes, e resolvendo     todas as mudanças de dependências possíveis entre pacotes em lançamentos diferentes. Se necessário, instalará alguns pacotes novos (normalmente novas versões de bibliotecas, ou pacotes renomeados), e removerá quaisquer pacotes obsoletos em conflito. Quando atualizar a partir de um conjunto de CD-ROMs (ou DVDs), será pedido para inserir CDs específicos em vários pontos durante     a atualização. Você pode ter que inserir o mesmo CD várias vezes; isso é devido a pacotes inter-relacionados que foram espalhados através dos CDs. As novas versões dos pacotes instalados atualmente que não puderem ser atualizadas sem mudar o estado da instalação de um     outro pacote serão deixadas em sua versão atual (exibidas como “ held back”). Isso pode ser resolvido tanto utilizando o aptitude para escolher esses pacotes para instalação como tentando apt-get -f install pacote. 4.5. Possíveis problemas durante a atualização     As seções seguintes descrevem problemas conhecidos que podem aparecer durante uma atualização para o wheezy. 4.5.1. O dist-upgrade falha com “Could not perform immediate configuration” Em alguns casos a etapa apt-get dist-upgrade pode falhar após baixar     os pacotes com: E: Não foi possível realizar a configuração imediata no 'pacote'. Por favor, veja man 5 apt.conf sob APT::Immediate-Configure para detalhes. Caso isso ocorra, executar apt-get dist-upgrade -o     APT::Immediate-Configure=0 ao invés disso deve permitir que a atualização prossiga. Outra possível solução para esse problema é adicionar     temporariamente as fontes do squeeze e wheezy ao seu sources.list e executar apt-get update. 4.5.2. Remoções esperadas O processo de atualização para o wheezy pode solicitar a remoção de pacotes no sistema. A lista exata dos pacotes variará dependendo do conjunto de pacotes que você tenha instalado. Estas     notas de lançamento dão conselhos gerais sobre essas remoções, mas se estiver em dúvida, é recomendado que você examine as remoções de pacotes propostas por cada método antes de prosseguir. 4.5.3. Loops de conflitos ou pré-dependências Algumas vezes é necessário habilitar a opção APT::Force-LoopBreak no APT para que seja possível remover temporariamente um pacote     essencial devido a um loop de “Conflitos/Pré-Dependências”. O apt-get o alertará sobre isso e cancelará a atualização. Você pode contornar isso especificando a opção -o APT::Force-LoopBreak =1 na linha de comando do apt-get. É possível que uma estrutura de dependências do sistema possa     estar tão corrompida de modo que necessite de intervenção manual. Normalmente, isso significa usar o apt-get ou     # dpkg --remove nome_do_pacote     para eliminar alguns dos pacotes problemáticos, ou     # apt-get -f install # dpkg --configure --pending     Em casos extremos, você poderá ter que forçar a reinstalação com um comando como     # dpkg --install /caminho/para/nome_do_pacote.deb 4.5.4. Conflitos de arquivo Os conflitos de arquivo não devem ocorrer se você atualizar a     partir de um sistema “puro” squeeze, mas podem ocorrer se você tem “backports” não oficiais instalados. Um conflito de arquivo resultará em um erro como: Descompactando (de ) ... dpkg: erro processando (--install): tentando sobrescrever '',     que também está no pacote dpkg-deb: sub-processo de colagem morto pelo sinal (pipe quebrado) Erros foram encontrados enquanto processando:     Você pode tentar resolver um conflito de arquivo com a remoção forçada do pacote mencionado na última linha da mensagem de erro:     # dpkg -r --force-depends nome_do_pacote Após consertar as coisas, você deve ser capaz de continuar a     atualização repetindo os comandos do apt-get descritos anteriormente. 4.5.5. Mudanças de configuração Durante a atualização, serão feitas perguntas com relação a configuração ou reconfiguração de diversos pacotes. Quando você for perguntado se algum arquivo no diretório /etc/init.d, ou o     arquivo /etc/manpath.config deve ser substituído pela versão do mantenedor do pacote, normalmente é necessário responder “yes” para garantir a coerência do sistema. Você sempre pode reverter para as versões antigas, já que serão guardadas com uma extensão .dpkg-old. Se você não tiver certeza do que fazer, anote o nome do pacote ou     arquivo e resolva em um momento posterior. Você pode procurar no arquivo transcrito para rever as informações que estavam na tela durante a atualização. 4.5.6. Mudança de sessão para o console Se você estiver executando a atualização usando o console local do sistema, você pode achar que em alguns momentos durante a     atualização o console é comutado para uma visão diferente e você perde a visibilidade do processo de atualização. Por exemplo, isso pode acontecer em sistemas desktop quando o gerenciador de tela é reiniciado. Para recuperar o console onde a atualização estava em execução você terá que usar Ctrl+Alt+F1 (se estiver na tela de inicialização gráfica) ou Alt+F1 (se estiver no console local em     modo texto) para mudar de volta para o terminal virtual 1. Substitua F1 pela tecla de função com o mesmo número do terminal virtual onde a atualização estava em execução. Você também pode usar Alt+Seta Esquerda ou Alt+Seta Direita para mudar entre os diferentes terminais em modo texto. 4.5.7. Cuidados especiais com pacotes específicos Na maioria dos casos, os pacotes deverão atualizar sem problemas     entre squeeze e wheezy. Existe um pequeno número de casos onde alguma intervenção pode ser necessária, seja antes ou durante a atualização; esses estão detalhados a seguir baseados por pacote. 4.5.7.1. Sudo Se você tiver modificado o /etc/sudoers então você deve estar     ciente das mudanças feitas sobre como a configuração do sudo é tratada. O /etc/sudoers padrão agora inclui as duas seguintes diretivas:     Defaults secure_path="/usr/local/sbin:/usr/local/bin:/usr/sbin:/usr/bin:/sbin:/bin"     #includedir /etc/sudoers.d Nenhuma dessas entradas é adicionada ao seu /etc/sudoers automaticamente durante a atualização. (Embora você ainda será     capaz de executar comandos sudo especificando o seu caminho completo.) Então você pode querer considerar a migração de suas mudanças para o novo diretório /etc/sudoers.d e usar o arquivo / etc/sudoers padrão. Por exemplo:     # mv /etc/sudoers /etc/sudoers.d/mychanges # mv /etc/sudoers.dpkg-new /etc/sudoers Você também pode precisar editar o seu /etc/sudoers.d/mychanges     para remover entradas Defaults e #includedir não desejadas. Você deve usar visudo para isso:     # visudo -f /etc/sudoers.d/mychanges 4.5.7.2. Screen As versões do GNU Screen no squeeze e wheezy não usam o mesmo protocolo de comunicação entre o cliente screen e o servidor     SCREEN. Foi aplicado um patch no pacote screen do Wheezy para que a funcionalidade mais importante esteja presente mesmo se as versões do cliente e do servidor screen não forem iguais. A funcionalidade mais importante que não funciona corretamente ao conectar-se à uma sessão do Screen iniciada com a versão squeeze do screen, com a versão wheezy do screen como cliente, é o     redimensionamento do terminal (sinal WINCH). A alternativa é desanexar (“detach”) e reanexar (“reattach”) novamente para obter o tamanho dos terminais dentro da sessão do screen ajustados corretamente. Alguns aplicativos baseados em ncurses, por exemplo, o aptitude     em modo visual, podem deixar traços de conteúdos anteriores na tela. Pressionando Ctrl+L resolve esse problema. Outro sintoma (inofensivo) tal conexão entre versões é o screen     emitindo mensagens como "Mensagem 40 de 12376 bytes pequena demais".     Todas essas questões desaparecem assim que as sessões do Screen iniciadas com a versão squeeze do screen tiverem saído.     Veja também o /usr/share/doc/screen/NEWS.Debian.gz no pacote screen do wheezy. 4.5.7.3. Módulo PHP Suhosin O pacote php5-suhosin foi removido. Se sua configuração PHP     incluía o módulo suhosin, ela falhará ao carregar após a atualização do PHP. Execute dpkg --purge php5-suhosin para remover a configuração restante em /etc/php5/conf.d/suhosin.ini. 4.6. Atualizando o seu kernel e pacotes relacionados Esta seção explica como atualizar o seu kernel e identifica     potenciais problemas relacionados com essa atualização. Você pode instalar um dos pacotes linux-image-* fornecidos pelo Debian, ou compilar um kernel customizado a partir do fonte. Note que muitas das informações nesta seção são baseadas na suposição de que você usará um dos kernels modulares do Debian,     juntamente com o initramfs-tools e o udev. Se você escolher utilizar um kernel customizado que não requeira uma initrd ou se você utiliza um gerador de initrd diferente, algumas das informações podem não ser relevantes para você. 4.6.1. Instalando o meta-pacote do kernel Quando você fizer dist-upgrade do squeeze para o wheezy, é fortemente recomendado que você instale um metapacote     linux-image-*, caso você não tenha feito antes. Esse pacote pode ser automaticamente instalado pelo processo dist-upgrade. Você pode verificar isso executando:     # dpkg -l "linux-image*" | grep ^ii Caso você não veja nenhuma saída, então você precisará instalar     um novo pacote linux-image manualmente. Para ver uma lista de metapacotes linux-image disponíveis, execute:     # apt-cache search linux-image- | grep -v transition Se você estiver inseguro sobre qual pacote selecionar, execute uname -r e procure um pacote com um nome semelhante. Por exemplo, caso você veja '2.6.32-5-amd64', é recomendado que você instale     linux-image-amd64. Veja também a Seção 4.4.4, “Seleção do tipo de kernel”. Você também pode usar apt-cache para ver uma longa descrição de cada pacote a fim de ajudar a escolher o melhor disponível. Por exemplo:     # apt-cache show linux-image-amd64 Você deverá então usar apt-get install para instalá-lo. Uma vez     que o novo kernel esteja instalado, você deverá reinicializar assim que for possível para obter os benefícios oferecidos pela nova versão do kernel. Para os mais aventureiros, existe uma forma fácil de compilar seu próprio kernel customizado no Debian. Instale os fontes do kernel, fornecidos no pacote linux-source. Você pode fazer uso do     alvo deb-pkg disponível no makefile dos fontes para construir um pacote binário. Mais informações podem ser encontradas no Debian Linux Kernel Handbook (http://kernel-handbook.alioth.debian.org/) , o qual também pode ser encontrado como o pacote debian-kernel-handbook. Se possível, é vantajoso atualizar o pacote do kernel separadamente do dist-upgrade principal para reduzir as chances     de ter um sistema temporariamente não-inicializável. Note que isso deverá ser feito somente após o processo de atualização mínima descrito na Seção 4.4.5, “Atualização mínima do sistema”. 4.6.2. Problemas de tempo de inicialização (esperando por dispositivo raiz) Se uma initrd criada com o initramfs-tools for usada para     inicializar o sistema, em alguns casos a criação dos arquivos de dispositivos pelo udev pode ocorrer muito tarde para que os scripts de inicialização atuem. Os sintomas habituais são que a inicialização falhará porque o sistema de arquivos raiz não pode ser montado e você é deixado em um shell de depuração: Gave up waiting for root device. Common problems: - Boot args (cat /proc/cmdline) - Check rootdelay= (did the system wait long enough?)     - Check root= (did the system wait for the right device?) - Missing modules (cat /proc/modules; ls /dev) ALERT! /dev/something does not exist. Dropping to a shell! (initramfs) Mas se você verificar posteriormente, todos os dispositivos que são necessários estão presentes em /dev. Isso foi observado em casos onde o sistema de arquivos raiz está em um disco USB ou em um RAID, especialmente se for usado LILO. Uma forma de contornar esse problema é usar o parâmetro de     inicialização rootdelay=9. O valor para o timeout (em segundos) talvez precise ser ajustado. 4.7. Preparar para a próxima versão     Após a atualização, existem diversas coisas que você pode fazer para preparar para a próxima versão. * Remova pacotes redundantes recentemente ou obsoletos como descrito na Seção 4.4.3, “Certifique-se que você tem espaço     suficiente para a atualização” e Seção 4.8, “Pacotes obsoletos”. Você deve rever quais arquivos de configuração eles usam e considerar expurgar os pacotes para remover seus arquivos de configuração. 4.8. Pacotes obsoletos Ao introduzir vários milhares de novos pacotes, o wheezy também aposenta e omite mais de quatro mil pacotes antigos que estavam no squeeze. Não é fornecido um caminho de atualização para esses pacotes obsoletos. Apesar de nada lhe impedir de continuar a usar     um pacote obsoleto enquanto o desejar, o projeto Debian normalmente descontinuará o suporte de segurança para o mesmo um ano após o lançamento do wheezy^[5], e não fornecerá normalmente outro suporte nesse meio tempo. Substituí-los por alternativas disponíveis, caso existam, é recomendado. Existem muitas razões pela quais os pacotes podem ter sido removidos da distribuição: eles não são mais mantidos pelo upstream; não existe mais nenhum Desenvolvedor Debian interessado     em manter os pacotes; a funcionalidade que eles fornecem foi substituída por um software diferente (ou uma nova versão); ou eles não são mais considerados adequados para o wheezy devido a bugs nos mesmos. Nesse último caso, os pacotes podem ainda estar presentes na distribuição “unstable”. A detecção de quais pacotes são “obsoletos” em um sistema atualizado é fácil, já que as interfaces de gerenciamento de     pacotes os marcarão como tal. Se você estiver usando o aptitude, você verá uma lista desses pacotes na entrada “Pacotes Criados Localmente e Obsoletos”. O Sistema de Rastreamento de Bugs do Debian (http:// bugs.debian.org/) frequentemente fornece informações adicionais sobre a razão da remoção do pacote. Você deve revisar tanto os     relatórios de bug arquivados para o próprio pacote quanto os relatórios de bug arquivados para o pseudo-pacote ftp.debian.org (http://bugs.debian.org/cgi-bin/pkgreport.cgi?pkg=ftp.debian.org& archive=yes) . A lista dos pacotes obsoletos inclui: * O sucessor do mysql-5.1 é o mysql-5.5. * O sucessor do postgresql-8.4 é o postgresql-9.1. O wheezy fornece apenas um pacote postgresql-plperl-8.4 atualizado que está lincado com a nova versão da libperl para possibilitar a atualização para a nova versão do Perl no wheezy sem tornar inutilizáveis as instalações existentes do postgresql-8.4. Uma vez que a atualização do sistema operacional tenha terminado, você deve planejar também a atualização dos seus clusters de bancos de dados do PostgreSQL 8.4 para a nova versão 9.1 do PostgreSQL usando a ferramenta pg_upgradecluster. * O sucessor do python2.5 é o python2.7. * O sucessor do portmap é o rpcbind. * O sucessor do sun-java6 é o openjdk-7. * O sucessor do gdm é o gdm3. Os usuários de ambientes de área de trabalho leves tais como Xfce e LXDE podem querer considerar o lightdm como uma alternativa mais leve. * Os sucessores do mpich são openmpi e mpich2. * O gerenciador OpenGL de janela e composição compiz, veja os relatórios de bug #677864 (http://bugs.debian.org/677864) (e #698815 (http://bugs.debian.org/698815) ). * Alguns dos drivers de vídeo do Xorg não estão mais disponíveis no wheezy e estão obsoletos. Isso inclui xserver-xorg-video-nv e xserver-xorg-video-radeonhd. Eles     podem ser removidos durante a atualização. Os usuários devem instalar o xserver-xorg-video-all ao invés disso. * Todos os pacotes do Horde 3, que fornecem programas colaborativos de web, foram removidos e estão obsoletos. Isso inclui ansel1, chora2, dimp1, gollem, horde-sam, horde3, imp4 , ingo1, kronolith2, mnemo2, nag2, sork-forwards-h3, sork-passwd-h3, sork-vacation-h3 e turba2. Como os pacotes do Horde 4 não alcançaram qualidade suficiente antes do lançamento do wheezy, eles também não estão disponíveis. Eles podem estar disponíveis na "testing" como pacotes php-horde-* . * A maioria dos pacotes Kolab, que fornecem servidor de groupware, foram removidos. Isso inclui kolab-cyrus-imapd, kolab-webadmin, kolabd, libkolab-perl, php-kolab-filter e php-kolab-freebusy. A partir de 2012, o Kolab passou por uma grande reformulação e pode vir a ser distribuído em uma versão posterior do Debian como o pacote kolab. OBS: O servidor SOGo (anteriormente chamado Scalable OpenGroupware.org) é distribuído com o wheezy como sogo. * Todos os pacotes do OpenERP 5 foram removidos e estão obsoletos. Isso inclui openerp-client, openerp-server, openerp-web. * O pacote pootle 2.0.5 foi removido. * Os pacotes uw-imapd e ipopd foram removidos. Existem melhores alternativas, por exemplo dovecot-imapd e courier-imap para IMAP, ou dovecot-pop3d e courier-pop para POP3. * O pacote drupal6 não está mais disponível; ele é substituído pelo drupal7. Porém, não existe caminho de atualização automática, e os usuários devem ler as instruções no Wiki do Debian (http://wiki.debian.org/Drupal/Upgrade/From6To7) . 4.8.1. Pacotes fictícios Alguns pacotes do squeeze foram separados em diversos pacotes no wheezy, muitas vezes para melhorar a manutenção do sistema. Para facilitar o caminho de atualização em tais casos, o wheezy     geralmente fornece pacotes “fictícios”: pacotes vazios que têm o mesmo nome como nos antigos pacotes do squeeze, com dependências que fazem com que os novos pacotes sejam instalados. Esses pacotes “fictícios” são considerados redundantes após a atualização e podem ser seguramente removidos. A maioria (mas não todas) das descrições dos pacotes fictícios indica o seu propósito. As descrições de pacotes para pacotes fictícios não são uniformes, entretanto, você pode também     considerar útil o deborphan com as opções --guess-* (por exemplo, --guess-dummy) para detectá-los em seu sistema. Note que alguns pacotes fictícios não têm como finalidade serem removidos após uma atualização mas são, ao invés disso, usados para acompanhar a atual versão disponível de um programa ao longo do tempo. -------------- ^[1] Se a prioridade do debconf estiver configurada em um nível     muito alto, você pode evitar perguntas de configuração, mas os serviços que dependam de respostas predefinidas que não são aplicáveis aos seu sistema falharão ao iniciar. ^[2] Por exemplo: serviços de DNS ou DHCP, especialmente quando não há redundância ou substituto em caso de falha (“failover”).     No caso do DHCP, os usuários finais poderão ser desconectados da rede se o tempo de concessão (“lease time”) for menor do que o tempo que leva para completar o processo de atualização.     ^[3] Esse recurso pode ser desabilitado adicionando o parâmetro panic=0 aos seus parâmetros de inicialização. ^[4] O sistema de gerenciamento de pacotes do Debian normalmente     não permite que um pacote remova ou atualize um arquivo pertencente a outro pacote, a menos que ele tenha sido definido para substituir esse pacote. ^[5] Ou enquanto não existir outro lançamento durante esse     período de tempo. Normalmente, apenas duas versões estáveis são suportadas em um dado momento. Capítulo 5. Problemas a serem considerados para o wheezy Algumas vezes, mudanças introduzidas em uma nova versão têm efeitos colaterais que não podem ser evitados ou que acabam     expondo bugs em outros locais. Esta seção documenta problemas conhecidos. Por favor, também leia a errata, a documentação dos pacotes relevantes, relatórios de bugs e outras informações mencionadas na Seção 6.1, “Leitura complementar”. 5.1. Suporte LDAP     Uma característica das bibliotecas de criptografia usadas nas bibliotecas LDAP faz com que programas que usem LDAP e tentem mudar seus privilégios efetivos falhem quando conectam a um     servidor LDAP usando TLS ou SSL. Isso pode causar problemas para programas setuid nos sistemas que usam libnss-ldap, como o sudo, su ou schroot e para programas setuid que realizam buscas LDAP, como o sudo-ldap. É recomendado substituir o pacote libnss-ldap pelo libnss-ldapd,     uma biblioteca mais nova que usa um daemon separado (nslcd) para todas as buscas LDAP. O substituto para o libpam-ldap é o libpam-ldapd. Note que o libnss-ldapd recomenda o daemon de cache NSS (nscd)     que você deve avaliar se é adequado para seu ambiente antes da instalação. Como uma alternativa ao nscd, você pode considerar o unscd. Informações adicionais estão disponíveis nos bugs #566351 (http:/     /bugs.debian.org/566351) e #545414 (http://bugs.debian.org/ 545414) . 5.2. Estado da segurança dos navegadores web O Debian 7.0 inclui diversos motores de navegadores que são afetados por um fluxo constante de vulnerabilidades de segurança. A alta taxa de vulnerabilidades e a ausência parcial de suporte do upstream na forma de ramos de longo prazo tornam muito difícil o suporte a esses navegadores com correções de segurança     adaptadas. Além disso, as interdependências das bibliotecas tornam impossível atualizar para uma versão upstream mais nova. Por isso, navegadores feitos sobre os motores webkit, qtwebkit e khtml foram incluídos no Wheezy, mas não estão cobertos pelo suporte de segurança. Esses navegadores não devem ser usados em sites web não confiáveis.     Para uso geral de navegador web nós recomendamos navegadores com base no motor Mozilla xulrunner (Iceweasel e Iceape) ou Chromium. O Xulrunner tem tido um histórico de boa adaptabilidade para versões mais antigas ao longo dos ciclos de lançamento     anteriores. O Chromium - enquanto construído sobre a base de código da Webkit - é um pacote sem dependência, que será mantido atualizado pela reconstrução das atuais versões do Chromium para a “stable”. 5.3. ConsoleKit e gerenciadores de tela alternativos O ConsoleKit no Debian 7.0 não considera sessões iniciadas usando     startx ou gerenciadores de tela sem integração com o consolekit (por exemplo, xdm ou slim) de modo local, o que pode impedir o acesso a alguns dispositivos.     Nós recomendamos o uso do gdm3, kdm ou lightdm ao invés disso. 5.4. Mudanças na área de trabalho GNOME e suporte Por padrão, algumas ferramentas de acessibilidade não são     habilitadas no gerenciador de tela do GNOME (gdm3). A forma mais simples de habilitar a ampliação ou um teclado visual é ativar o recepcionista (“greeter”) do “shell”. Para fazer isso, edite o arquivo /etc/gdm3/greeter.gsettings e descomente o seguinte: session-name='gdm-shell'     enquanto comenta session-name='gdm-fallback' Note que isso requer uma placa gráfica 3D compatível — que é a razão pela qual isso não é habilitado por padrão. 5.5. Mudanças na área de trabalho KDE O pacote knetworkmanager tornou-se obsoleto, e foi substituído     pelo plasma-widget-networkmanagement no novo espaço de trabalho KDE Plasma. Caso você esteja usando o aplicativo independente knetworkmanager que é obsoleto, você deve estar preparado para fazer algumas     configurações manuais após a atualização. Você pode precisar adicionar manualmente o plasma-widget-networkmanagement ao seu painel ou área de trabalho. Além disso, se a conexão de rede não depender de ter um widget do     network-manager em execução, você pode querer defini-la como uma “conexão de sistema”. 5.6. NetworkManager O NetworkManager pode detectar se uma interface de rede é gerenciada pelo ifupdown a fim de evitar conflitos, mas não é     capaz de fazer isso com outros programas de gerenciamento de rede tais como wicd-daemon. Problemas e comportamento inesperado podem ocorrer se dois desses daemons estiverem gerenciando a mesma interface ao tentar fazer uma conexão de rede. Por exemplo, se o wicd-daemon e o NetworkManager estiverem ambos em execução, ao tentar usar um cliente wicd para fazer uma conexão, falhará com a mensagem de erro: Falha na conexão: senha incorreta Ao tentar usar um cliente NetworkManager pode igualmente falhar com a mensagem: O NetworkManager não está sendo executado. Por favor, inicie-o.     É recomendado que os usuários do GNOME considerem instalar e experimentar o NetworkManager mas, se desejado, o daemon do NetworkManager pode ser permanentemente desabilitado usando o seguinte comando: # update-rc.d network-manager disable Após desabilitar o daemon, é recomendado examinar o conteúdo do / etc/resolv.conf. Esse arquivo é usado para especificar os servidores de DNS para resolução de nomes e o conteúdo desse arquivo pode ter sido substituído pelo NetworkManager. 5.7. perl-suid removido O suidperl foi removido do upstream com a versão 5.12, então o pacote perl-suid que costumava ser distribuído no Debian também     foi removido. As possíveis alternativas incluem o uso de um invólucro ("wrapper") simples setuid em linguagem C para executar um script em Perl a partir de uma localização definida no código, ou usar uma ferramenta mais genérica, como o sudo. 5.8. Versões de Request Tracker Se você tiver o request-tracker3.8 instalado no seu sistema squeeze, note que esse pacote foi removido do wheezy, para ser substituído pelo request-tracker4. Algumas etapas manuais são necessárias para atualizar entre o request-tracker3.8 e     request-tracker4: por favor, instale o request-tracker4 juntamente com a sua instalação existente do request-tracker3.8 e consulte as notas de instalação/atualização em /usr/share/doc/ request-tracker4/README.Debian.gz (seção: “Atualizando do request-tracker3.8 para request-tracker4”). A mesma recomendação se aplica se você tiver o request-tracker3.6     ou pacotes mais antigos de versões anteriores do Debian ainda em uso; se esse for o caso, é recomendado atualizar passo a passo, seguindo os documentos apropriados de atualização. 5.9. Mudanças do Bootlogd O bootlogd foi movido do sysvinit-utils para um pacote separado bootlogd. Se você deseja continuar usando bootlogd, você precisa     instalar o pacote bootlogd. Note que o arquivo de configuração / etc/default/bootlogd e sua opção BOOTLOGD_ENABLE não existem mais; se você não deseja executar o bootlogd, remova o pacote bootlogd. 5.10. /etc/mtab e _netdev O arquivo /etc/mtab, usado para armazenar a lista de sistemas de arquivos montados atualmente, foi alterado para ser um link simbólico para /proc/mounts. Para quase todos os casos, essa mudança resultará em um sistema mais robusto uma vez que a lista nunca pode se tornar inconsistente com a realidade. Entretanto, caso você use a opção _netdev no /etc/fstab para indicar que o sistema de arquivos é um sistema de arquivos de rede exigindo um tratamento especial, isso não será mais definido no /proc/mounts     após a reinicialização. Isso não causará problemas para sistemas de arquivos de redes padrão tais como NFS, que não precisa da opção _netdev. Os sistemas de arquivos que não são afetados por esse problema são ceph, cifs, coda, gfs, ncp, ncpfs, nfs, nfs4, ocfs2 e smbfs. Para sistemas de arquivos que precisam de _netdev para desmontagem correta ao desligar, por exemplo, ao utilizar um NBD, um mtab estático será a única forma de usar _netdev no wheezy. Caso você tenha tal configuração, então, após concluir a atualização para wheezy restaure um /etc/mtab estático fazendo o seguinte: * Edite o /etc/init.d/checkroot.sh e comente estas linhas: if [ "$rootmode" != "ro" ]; then mtab_migrate fi * Caso você tenha reinicializado o sistema, e o /etc/mtab agora seja um link simbólico:     # rm /etc/mtab # cp /proc/mounts /etc/mtab Adicione novamente a opção _netdev remontando os sistemas de arquivos afetados: # mount -o remount filesystem O /etc/mtab será completamente recriado na próxima vez que você reinicializar o sistema. 5.11. A transição de pdksh para mksh O pacote pdksh (“Public Domain Korn Shell”) está sendo aposentado     para a versão após o wheezy, pois o pdksh não é mais mantido (ele foi visto em desenvolvimento ativo pela última vez em 1999). O pacote mksh (“MirBSD Korn Shell”) contém o seu sucessor; ele tem evoluído a partir do “Public Domain Korn Shell” e tem sido mantido atualizado com o padrão POSIX no shell. No Debian wheezy, o pdksh é um pacote de transição utilizando o lksh, uma variante do mksh construído com opções especiais de compatibilidade para fornecer um link simbólico para o executável pdksh. Esse executável de compatibilidade se comporta um pouco mais como o tradicional “Public Domain Korn Shell” do que o mksh atual. Porém, uma vez que ele contém correções que mudam o seu comportamento, ele não é uma simples substituição por outro. Então, você é aconselhado a mudar os seus scripts #!/bin/pdksh     para #!/bin/mksh e testá-los. Se o teste falhar, você é aconselhado a corrigir os seus scripts. Se, por alguma razão, isso não for possível, você pode modificá-los para scripts #!/bin/lksh e testá-los novamente. Esse teste tem maiores chances de sucesso sem mudar muito o seu código. Entretanto, esteja ciente que em algum momento no futuro o pacote de transição será removido do Debian. O executável de compatibilidade não é adequado para uso interativo, então, como administrador de sistema, ajuste o shell de login dos seus usuários do Korn Shell. Para interrupção mínima do serviço, faça isso antes da atualização do SO: instale manualmente o pacote mksh e mude o login e/ou shells interativos dos usuários que utilizem pdksh para mksh. Além disso,     encorajamos que você copie o /etc/skel/.mkshrc em seus diretórios pessoais: isso proporciona algumas funções do shell como pushd, popd e dirs e um agradável PS1 (prompt do shell). 5.12. Compatibilidade puppet 2.6 / 2.7 Quando atualizar um sistema gerenciado pelo Puppet do squeeze para o wheezy, você deve garantir que o puppetmaster     correspondente execute, pelo menos, a versão 2.7 do Puppet. Caso o mestre esteja executando o puppetmaster do squeeze, o sistema wheezy gerenciado não será capaz de conectar ao mesmo.     Tal combinação levará à seguinte mensagem de erro durante uma execução do puppet agent:     Não foi possível recuperar o catálogo do servidor remoto: Erro 400 no SERVIDOR: Não há suporte para o método POST do http     Para resolver esse problema o puppetmaster deve ser atualizado. Um mestre 2.7 é capaz de gerenciar um sistema cliente 2.6. 5.13. Implicações da multiarquitetura para o “toolchain” A introdução da multiarquitetura (como descrito na Seção 2.2.2, “Multiarquitetura (“multiarch”)”) muda os caminhos de alguns     arquivos, que podem quebrar suposições feitas pelos componentes do “toolchain”. O “toolchain” do Debian foi atualizado, mas os usuários que tentam construir ou usar compiladores externos podem precisar estar cientes disso. Algumas dicas de como contornar esses problemas podem ser     encontradas em /usr/share/doc/libc6/NEWS.Debian.gz e no relatório de bug #637232 (http://bugs.debian.org/637232) . 5.14. Backends do SQL do Cyrus SASL A configuração dos backends do motor do SQL para o Cyrus SASL,     como fornecida no pacote libsasl2-modules-sql, mudou de configuração específica de banco de dados (por exemplo, mysql) para o plugin auxprop sql genérico. Os arquivos de configuração para aplicativos usando SASL têm que ser atualizados, por exemplo: auxprop_plugin: mysql     deve ser substituído por: auxprop_plugin: sql sql_engine: mysql Além disso, a consulta SQL (se utilizada) precisa ter o %u     substituído por %u@%r, porque o usuário e o realm agora são fornecidos separadamente. 5.15. Firmware para controladores gráficos e de rede Alguns controladores de hardware, incluindo controladores para     placas de rede (com ou sem fio), assim como o controlador para chipsets gráficos ATI/AMD, exigem firmware carregável para funcionar corretamente. Esse firmware muitas vezes não é software livre e, como tal, só     está disponível a partir do repositório non-free, nos pacotes firmware-linux e outros (http://packages.debian.org/search? keywords=firmware&searchon=names&suite=wheezy§ion=all) . Capítulo 6. Mais informações sobre o Debian 6.1. Leitura complementar Além destas notas de lançamento e do guia de instalação, mais documentação sobre o Debian está disponível a partir do Projeto de Documentação Debian (DDP), cujo objetivo é criar documentação de alta qualidade para usuários e desenvolvedores Debian. A     documentação disponível inclui a Referência Debian, o Guia de Novos Mantenedores Debian, o Debian FAQ e muito mais. Para todos os detalhes dos recursos existentes veja o site web de Documentação do Debian (http://www.debian.org/doc/) e o site web do Wiki do Debian (http://wiki.debian.org/) . Documentação para pacotes individuais é instalada em /usr/share/     doc/pacote. Isso pode incluir informação de copyright, detalhes específicos do Debian e documentação do autor do software. 6.2. Obtendo ajuda Há várias fontes de ajuda, aconselhamento e suporte para usuários Debian, mas essas só deveriam ser consideradas se a pesquisa na     documentação pelo problema exauriu todos os recursos. Esta seção fornece uma pequena introdução para essas fontes que podem ser úteis para novos usuários Debian. 6.2.1. Listas de discussão As listas de discussão de maior interesse para usuários Debian são as listas debian-user (em inglês) e outras listas debian-user-idioma (para outros idiomas). Por exemplo, a debian-user-portuguese (http://lists.debian.org/     debian-user-portuguese) para usuários que falam o idioma português do Brasil. Para informações sobre essas listas e detalhes sobre como se inscrever, veja http://lists.debian.org/ (http://lists.debian.org/) . Por favor, verifique no histórico de mensagens se já existem respostas para suas perguntas antes de enviar algo e também respeite a etiqueta padrão para listas. 6.2.2. Internet Relay Chat O Debian possui um canal IRC dedicado para o suporte e ajuda de usuários Debian, localizado na rede de IRC OFTC. Para acessar o     canal, aponte seu cliente de IRC favorito para irc.debian.org e entre no canal #debian (em inglês). Também é possível usar o canal #debian-br para obter suporte em português do Brasil. Por favor, siga as regras de conduta do canal, respeitando os     outros usuários. As regras de conduta estão disponíveis no Wiki do Debian (http://wiki.debian.org/DebianIRC) .     Para mais informações sobre a OFTC, por favor, visite o site web (http://www.oftc.net/) . 6.3. Relatando bugs Nos empenhamos para tornar o Debian um sistema operacional de alta qualidade; porém, isso não significa que os pacotes que disponibilizamos sejam totalmente livres de bugs. Coerentes com a     filosofia de “desenvolvimento aberto” do Debian e como um serviço aos nossos usuários, nós fornecemos toda a informação sobre bugs relatados em nosso próprio Sistema de Rastreamento de Bugs (BTS). O BTS está acessível em http://bugs.debian.org/ (http:// bugs.debian.org/) . Se você encontrar um bug na distribuição ou no software empacotado que faz parte dela, por favor, relate-o para que possa ser corrigido adequadamente em futuros lançamentos. Para relatar     bugs é necessário um endereço de e-mail válido. Nós pedimos isso para que possamos seguir os bugs e os desenvolvedores possam entrar em contato com quem os submeteu, caso seja necessário obter informação adicional. Você pode submeter um relatório de bug utilizando o programa reportbug ou manualmente usando e-mail. Você pode entender mais a     respeito do Sistema de Rastreamento de Bugs (BTS) e de como utilizá-lo lendo a documentação de referência (disponível em /usr /share/doc/debian, se tiver instalado o doc-debian) ou online no Sistema de Rastreamento de Bugs (http://bugs.debian.org/) . 6.4. Contribuindo para o Debian Você não precisa ser um especialista para contribuir com o Debian. Ao ajudar outros usuários com problemas nas várias listas (http://lists.debian.org/) de suporte a usuário você está contribuindo com a comunidade. Identificar (e também resolver) problemas relacionados com o desenvolvimento da distribuição através da participação nas listas (http://lists.debian.org/) de     desenvolvimento é também extremamente útil. Para manter a alta qualidade da distribuição Debian, submeta relatórios de bugs (http://bugs.debian.org/) e ajude os desenvolvedores a encontrá-los e a corrigi-los. Se você tiver jeito com as palavras então pode contribuir mais ativamente ajudando a escrever documentação (http://www.debian.org/doc/cvs) ou traduzir (http:// www.debian.org/international/) a documentação existente para o seu próprio idioma. Se você puder dedicar mais tempo, poderá administrar uma parte da coleção de Software Livre dentro do Debian. É especialmente útil se as pessoas adotarem ou mantiverem itens que foram pedidos para serem incluídos no Debian. A base de dados de Pacotes Possíveis e que Necessitam de Trabalho (http://www.debian.org/devel/wnpp/)     detalha essa informação. Se você tiver interesse em grupos específicos então poderá achar agradável contribuir para alguns dos subprojetos (http://www.debian.org/devel/#projects) do Debian que incluem portes para arquiteturas específicas e Misturas Puras do Debian (“Debian Pure Blends”) (http://wiki.debian.org/ DebianPureBlends) para grupos específicos de usuários, entre muitos outros. Em qualquer caso, se você estiver trabalhando na comunidade de software livre de qualquer forma, como utilizador, programador,     escritor ou tradutor, você já está ajudando o esforço do software livre. A contribuição é recompensadora e divertida, além disso permite-lhe conhecer novas pessoas, dando-lhe aquela estranha sensação calorosa por dentro. Apêndice A. Gerenciando seu sistema squeeze antes da atualização Este apêndice contém informações sobre como assegurar-se de que     você consegue instalar ou atualizar pacotes do squeeze antes de atualizar para o wheezy. Isso só será necessário em situações específicas. A.1. Atualizando seu sistema squeeze Basicamente, isso não é diferente de qualquer outra atualização do squeeze que você tenha feito. A única diferença é que você     precisa ter certeza de que sua lista de pacotes ainda contém referências para o squeeze conforme explicado na Seção A.2, “Verificando sua lista de fontes (sources list)”. Se você atualizar o seu sistema usando um espelho Debian, ele     automaticamente atualizará para a última versão pontual do squeeze. A.2. Verificando sua lista de fontes (sources list) Se qualquer uma das linhas no seu arquivo /etc/apt/sources.list fizer referência a “stable”, você já está efetivamente “usando” o     wheezy. Isso pode não ser o que você quer se você não estiver pronto ainda para a atualização. Se você já executou apt-get update, você ainda pode voltar atrás sem problemas seguindo o procedimento abaixo. Se você também já instalou pacotes do wheezy, provavelmente não há razão para instalar pacotes do squeeze. Neste caso, você terá     que decidir se quer continuar ou não. É possível rebaixar a versão (“downgrade”) dos pacotes, mas isso não é abordado neste documento. Abra o arquivo /etc/apt/sources.list com seu editor favorito     (como root) e verifique todas as linhas começando com deb http: ou deb ftp: para determinar se existe uma referência a “stable”. Se você encontrar qualquer uma, mude o stable para squeeze. Se você possui linhas começando com deb file:, você mesmo terá     que verificar se o local indicado contém um repositório do squeeze ou do wheezy. Importante     Não mude nenhuma linha que comece com deb cdrom:. Fazer isso invalidaria a linha e você teria que executar o apt-cdrom novamente. Não se assuste se uma linha para uma fonte do tipo 'cdrom' apontar para “unstable”. Embora confuso, isso é normal.     Se você fizer quaisquer mudanças, salve o arquivo e execute     # apt-get update     para atualizar a lista de pacotes. A.3. Removendo arquivos de configuração obsoletos Antes de atualizar o seu sistema para wheezy, é recomendado     remover arquivos de configuração antigos (tais como arquvos *.dpkg-{new,old} em /etc, assim como o arquivo /etc/X11/ XF86Config-4^[6]) do sistema. A.4. Atualizar locales antigos para UTF-8 Se o seu sistema está localizado e usando um locale que não é baseado em UTF-8 você deve fortemente considerar a mudança do seu sistema para utilizar locales do tipo UTF-8. No passado,     existiram bugs^[7] identificados que só se manifestavam ao utilizar um locale não-UTF-8. No ambiente de trabalho, tais locales antigos são suportados através de truques feitos no interior das bibliotecas, e nós não podemos prestar um bom suporte aos usuários que ainda os utilizem. Para configurar os locales do seu sistema você pode executar dpkg-reconfigure locales. Certifique-se de selecionar um locale     UTF-8 quando for perguntado sobre qual locale utilizar por padrão no sistema. Além disso, você deve rever as configurações do locale dos seus usuários e garantir que eles não tenham definições antigas em seus ambientes de configuração. -------------- ^[6] Desde a versão 2:1.7.7-12, o xorg-server não lê mais o     arquivo XF86Config-4. Veja também o bug #619177 (http:// bugs.debian.org/619177) . ^[7] No protetor de tela do GNOME, o uso de senhas com caracteres não-ASCII, suporte a pam_ldap, ou até mesmo a capacidade de desbloquear a tela pode não ser confiável quando não estiver usando UTF-8. O leitor de tela do GNOME é afetado pelo bug # 599197 (http://bugs.debian.org/599197) . O gerenciador de arquivos Nautilus (e todos os programas baseados na glib, e provavelmente também todos os programas baseados na Qt) assume     que os nomes de arquivos estão em UTF-8, enquanto o shell assume que eles estão na codificação atual do “locale”. No uso diário, nomes de arquivo não-ASCII são simplesmente inutilizáveis em tais configurações. Além disso, o leitor de tela gnome-orca (o qual permite que usuários com deficiência visual acessem o ambiente de trabalho GNOME) requer um locale UTF-8 desde o Squeeze; sob um conjunto de caracteres antigo, ele será incapaz de ler a informação da tela para elementos do ambiente de trabalho, tais como o Nautilus/Painel do GNOME ou o menu Alt-F1. Apêndice B. Colaboradores das notas de lançamento     Várias pessoas ajudaram com as notas de lançamento, incluindo, mas não se limitando a: Adam Di Carlo, Andreas Barth, Andrei Popescu, Anne Bezemer, Bob Hilliard, Charles Plessy, Christian Perrier, Daniel Baumann, David Prévot, Eddy Petrișor, Emmanuel Kasper, Esko Arajärvi, Frans Pop, Giovanni Rapagnani, Gordon Farquharson, Javier Fernández-Sanguino Peña, Jens Seidel, Jonas Meurer, Jonathan     Nieder, Josip Rodin, Julien Cristau, Justin B Rye, LaMont Jones, Luk Claes, Martin Michlmayr, Michael Biebl, Moritz Mühlenhoff, Noah Meyerhans, Noritada Kobayashi, Osamu Aoki, Peter Green, Rob Bradford, Samuel Thibault, Simon Bienlein, Simon Paillard, Stefan Fritsch, Steve Langasek, Steve McIntyre, Tobias Scherer, Vincent McIntyre e W. Martin Borgert.     Este documento foi traduzido em vários idiomas. Muito obrigado aos tradutores! Traduzido para português do Brasil por: Adriano Rafael Gomes,     Chanely Marques, Éverton Arruda, Felipe Augusto van de Wiel e Marcelo Santana. Índice Remissivo A Abiword, Quais as novidades na distribuição? Apache, Quais as novidades na distribuição? B BIND, Quais as novidades na distribuição? Blu-ray, CDs, DVDs e BDs C Calligra, Quais as novidades na distribuição? CD, CDs, DVDs e BDs Courier, Quais as novidades na distribuição? D Dia, Quais as novidades na distribuição? DocBook XML, Código fonte deste documento DVD, CDs, DVDs e BDs E Evolution, Quais as novidades na distribuição? Exim, Quais as novidades na distribuição? F Firefox, Quais as novidades na distribuição? G GCC, Quais as novidades na distribuição? GIMP, Quais as novidades na distribuição? GNOME, Quais as novidades na distribuição? GNUcash, Quais as novidades na distribuição? GNUmeric, Quais as novidades na distribuição? K KDE, Quais as novidades na distribuição? L LDAP, Suporte LDAP LibreOffice, Quais as novidades na distribuição? LILO, Problemas de tempo de inicialização (esperando por dispositivo raiz) Linux Standard Base, Quais as novidades na distribuição? LXDE, Quais as novidades na distribuição? M Mozilla, Quais as novidades na distribuição? MySQL, Quais as novidades na distribuição? O OpenSSH, Quais as novidades na distribuição? P packages ansel1, Pacotes obsoletos apt, Contribuindo com relatórios de atualização, Preparando as fontes para o APT, Adicionar fontes da Internet ao APT, Adicionando fontes ao APT para um espelho local apt-listchanges, Atualização mínima do sistema aptitude, Certifique-se que você tem espaço suficiente para a atualização bootlogd, Mudanças do Bootlogd chora2, Pacotes obsoletos compiz, Pacotes obsoletos consolekit, ConsoleKit e gerenciadores de tela alternativos courier-imap, Pacotes obsoletos courier-pop, Pacotes obsoletos dblatex, Código fonte deste documento debian-goodies, Certifique-se que você tem espaço suficiente para a atualização debian-kernel-handbook, Instalando o meta-pacote do kernel dimp1, Pacotes obsoletos doc-debian, Relatando bugs docbook-xsl, Código fonte deste documento dovecot-imapd, Pacotes obsoletos dovecot-pop3d, Pacotes obsoletos drupal6, Pacotes obsoletos drupal7, Pacotes obsoletos ffmpeg, Multimídia file-rc, Inicialização por dependências firmware-linux, Firmware para controladores gráficos e de rede gcc, Segurança reforçada gdm, Pacotes obsoletos gdm3, Gerenciador de tela, Pacotes obsoletos, ConsoleKit e gerenciadores de tela alternativos, Mudanças na área de trabalho GNOME e suporte gollem, Pacotes obsoletos hardening-wrapper, Segurança reforçada horde-sam, Pacotes obsoletos horde3, Pacotes obsoletos icedove, Quais as novidades na distribuição? iceweasel, Quais as novidades na distribuição? imp4, Pacotes obsoletos ingo1, Pacotes obsoletos initramfs-tools, Shell de depuração durante a inicialização usando initrd, Atualizando o seu kernel e pacotes relacionados, Problemas de tempo de inicialização (esperando por dispositivo raiz) ipopd, Pacotes obsoletos kdm, ConsoleKit e gerenciadores de tela alternativos knetworkmanager, Mudanças na área de trabalho KDE kolab, Pacotes obsoletos kolab-cyrus-imapd, Pacotes obsoletos kolab-webadmin, Pacotes obsoletos kolabd, Pacotes obsoletos kronolith2, Pacotes obsoletos libav-tools, Multimídia libkolab-perl, Pacotes obsoletos libnss-ldap, Suporte LDAP libnss-ldapd, Suporte LDAP libpam-ldap, Suporte LDAP libpam-ldapd, Suporte LDAP libsasl2-modules-sql, Backends do SQL do Cyrus SASL lightdm, Pacotes obsoletos, ConsoleKit e gerenciadores de tela alternativos linux-image-*, Atualizando o seu kernel e pacotes relacionados linux-image-2.6-686, Seleção do tipo de kernel linux-image-486, Seleção do tipo de kernel linux-image-686, Seleção do tipo de kernel linux-image-amd64, Instalando o meta-pacote do kernel linux-source, Instalando o meta-pacote do kernel localepurge, Certifique-se que você tem espaço suficiente para a atualização mksh, A transição de pdksh para mksh mnemo2, Pacotes obsoletos mpich, Pacotes obsoletos mpich2, Pacotes obsoletos mysql-5.1, Pacotes obsoletos mysql-5.5, Pacotes obsoletos nag2, Pacotes obsoletos nscd, Suporte LDAP openerp-client, Pacotes obsoletos openerp-server, Pacotes obsoletos openerp-web, Pacotes obsoletos openjdk-7, Pacotes obsoletos openmpi, Pacotes obsoletos pdksh, A transição de pdksh para mksh perl-suid, perl-suid removido php-horde-*, Pacotes obsoletos php-kolab-filter, Pacotes obsoletos php-kolab-freebusy, Pacotes obsoletos php5-suhosin, Módulo PHP Suhosin plasma-widget-networkmanagement, Mudanças na área de trabalho KDE pootle, Pacotes obsoletos popularity-contest, Certifique-se que você tem espaço suficiente para a atualização portmap, Pacotes obsoletos postgresql-8.4, Pacotes obsoletos postgresql-9.1, Pacotes obsoletos postgresql-plperl-8.4, Pacotes obsoletos puppetmaster, Compatibilidade puppet 2.6 / 2.7 python2.5, Pacotes obsoletos python2.7, Pacotes obsoletos release-notes, Reportando bugs neste documento request-tracker3.6, Versões de Request Tracker request-tracker3.8, Versões de Request Tracker request-tracker4, Versões de Request Tracker rpcbind, Pacotes obsoletos screen, Screen slim, ConsoleKit e gerenciadores de tela alternativos sogo, Pacotes obsoletos sork-forwards-h3, Pacotes obsoletos sork-passwd-h3, Pacotes obsoletos sork-vacation-h3, Pacotes obsoletos sudo, Sudo sudo-ldap, Suporte LDAP sun-java6, Pacotes obsoletos systemd, systemd sysvinit, systemd sysvinit-utils, Mudanças do Bootlogd tinc, Preparar um ambiente seguro para a atualização turba2, Pacotes obsoletos udev, Atualizando o seu kernel e pacotes relacionados, Problemas de tempo de inicialização (esperando por dispositivo raiz) unscd, Suporte LDAP upgrade-reports, Contribuindo com relatórios de atualização uw-imapd, Pacotes obsoletos xdm, ConsoleKit e gerenciadores de tela alternativos xmlroff, Código fonte deste documento xserver-xorg-video-all, Pacotes obsoletos xserver-xorg-video-nv, Pacotes obsoletos xserver-xorg-video-radeonhd, Pacotes obsoletos xsltproc, Código fonte deste documento Perl, Quais as novidades na distribuição? PHP, Quais as novidades na distribuição? Pidgin, Quais as novidades na distribuição? Postfix, Quais as novidades na distribuição? PostgreSQL, Quais as novidades na distribuição? T Thunderbird, Quais as novidades na distribuição? X Xfce, Quais as novidades na distribuição? glossário ACPI Advanced Configuration and Power Interface ALSA Advanced Linux Sound Architecture APM Advanced Power Management BD Blu-ray Disc CD Compact Disc CD-ROM Compact Disc Read Only Memory DHCP Dynamic Host Configuration Protocol DNS Domain Name System DVD Digital Versatile Disc GIMP GNU Image Manipulation Program GNU GNU's Not Unix GPG GNU Privacy Guard IDE Integrated Drive Electronics LDAP Lightweight Directory Access Protocol LILO LInux LOader LSB Linux Standard Base LVM Logical Volume Manager MTA Mail Transport Agent NBD Network Block Device NFS Network File System NIC Network Interface Card NIS Network Information Service OSS Open Sound System RAID Redundant Array of Independent Disks RPC Remote Procedure Call SATA Serial Advanced Technology Attachment SSL Secure Sockets Layer TLS Transport Layer Security USB Universal Serial Bus UUID Universally Unique Identifier VGA Video Graphics Array WPA Wi-Fi Protected Access