Capítulo 2. O que há de novo em Debian 9

Índice

2.1. Arquitecturas suportadas
2.2. O que há de novo na distribuição?
2.2.1. CDs, DVDs e BDs
2.2.2. Segurança
2.2.3. MariaDB substitui MySQL
2.2.4. Improvements to APT and archive layouts
2.2.5. Novo mirror deb.debian.org
2.2.6. Mudar para o GnuPG "Moderno"
2.2.7. Um novo arquivo para símbolos de debug
2.2.8. Novo método para nome de interfaces de rede
2.2.9. Notícias do Blend Debian Med

O Wiki tem mais informação acerca deste tópico.

2.1. Arquitecturas suportadas

Debian 9 introduz uma nova arquitectura:

  • 64-bit little-endian MIPS (mips64el)

Debian 9 regrettably removes support for the following architecture:

  • PowerPC (powerpc)

As seguintes são as arquitecturas suportadas oficialmente em Debian 9:

  • PC de 32-bit (i386) e PC de 64-bit (amd64)

  • 64-bit ARM (arm64)

  • ARM EABI (armel)

  • ARMv7 (EABI hard-float ABI, armhf)

  • MIPS (mips (big-endian) e mipsel (little-endian))

  • 64-bit little-endian MIPS (mips64el)

  • 64-bit little-endian PowerPC (ppc64el)

  • IBM System z (s390x)

Pode ler mais acerca do estado do port, bem como informação específica do port para a sua arquitectura nas páginas web dos ports Debian.

2.2. O que há de novo na distribuição?

 TODO: Make sure you update the numbers in the .ent file 
     using the changes-release.pl script found under ../

Este novo lançamento de Debian vem mais uma vez com muito mais software do que o seu predecessor jessie; a distribuição inclui mais de 15346 novos pacotes, num total de mais de 51687 pacotes. A maior parte do software na distribuição foi actualizado: mais de 29859 pacotes de software (isto é 57% de todos os pacotes na jessie). Além disso, um número significativo de pacotes (mais de 6739, 13% dos pacotes na jessie) foram removidos da distribuição por várias razões. Não verá quaisquer actualizações a estes pacotes e estes serão marcados como "obsoletos" nos programas de gestão de pacotes; veja Secção 4.8, “Pacotes obsoletos”.

Debian é mais uma vez lançado com vários ambientes de trabalho e aplicações. Entre outros agora inclui os ambientes de trabalho GNOME 3.22, KDE 5.8, Xfce 4.12, MATE 1.16 e LXDE.

As aplicações de produtividade também foram actualizadas, incluindo os conjuntos de ofimática:

  • O LibreOffice foi actualizado para a versão 5.2;

  • Calligra is upgraded to 2.9.

As actualizações de outras aplicações de desktop incluem a actualização para o Evolution 3.22.

Entre muitas outras, este lançamento também inclui, as seguintes actualizações de software:

PacoteVersão em 8 (jessie)Versão em 9 (stretch)
BIND Servidor DNS9.99.10
Emacs24.424.5 e 25.1
Exim servidor predefinido de e-mail4.844.88
Firefox45.5 (AKA Iceweasel)50.0
GNU Compiler Collection como compilador predefinido 4.96.3
GnuPG1.42.1
Inkscape0.480.91
a GNU biblioteca C2.192.24
Imagem de kernel Linuxsérie 3.16série 4.9
MariaDB10.010.1
MySQL5.5removido
Nginx1.61.10
OpenJDK78
OpenSSH6.7p17.4p1
Perl5.205.24
PHP5.67.0
Postfix MTA2.113.1
PostgreSQL9.49.6
Python 33.43.5
Samba4.14.5
Vim78
 TODO: (JFS) List other server software? RADIUS? Streaming ?

A Debian suporta a Linux Standard Base (LSB), versão 4.1, com uma derrogação explícita e especifica de Debian sobre a especificação 4.1 da LSB: Qt3 não é incluído.

2.2.1. CDs, DVDs e BDs

A distribuição oficial Debian agora é lançada com 12 a 14 DVDs de binários (dependendo da arquitectura) e 12 DVDs de código fonte. Adicionalmente, existe um DVD multi-arch, com um subconjunto do lançamento para as arquitecturas amd64 e i386, juntamente com o código fonte. Debian também é lançada como imagens (BD) e dual layer Blu-Ray (DLBR) para as arquitecturas amd64 e i386 e também com o código-fonte. Debian costumava ser lançado num conjunto grande de CDs para cada arquitectura, mas com o lançamento stretch estes caíram.

2.2.2. Segurança

Para o lançamento Stretch, a versão em Debian do compilador GNU GCC 6 tem agora por predefinição compilação "position independent executables" (PIE). Assim, a maioria de todos os executáveis terá agora address space layout randomization" (ASLR), o que é uma forma de mitigar um certo número de exploits que agora são probabilísticos em vez de serem determinísticos.

2.2.3. MariaDB substitui MySQL

MariaDB is now the default MySQL variant in Debian, at version 10.1. The stretch release introduces a new mechanism for switching the default variant, using metapackages created from the mysql-defaults source package. For example, installing the metapackage default-mysql-server will install mariadb-server-10.1. Users who had mysql-server-5.5 or mysql-server-5.6 will have it removed and replaced by the MariaDB equivalent. Similarly, installing default-mysql-client will install mariadb-client-10.1.

[Importante]Importante

Note que os formatos de ficheiros de dados binários da base de dados não são retro-compatíveis, por isso uma vez que tenha actualizado para MariaDB 10.1 não poderá mudar de volta para qualquer versão anterior de MariaDB ou de MySQL a menos que tenha um dump apropriado da base de dados. Por isso, antes de actualizar, por favor faça cópias de segurança de todas as bases de dados importantes com uma ferramenta apropriada, tal como mysqldump.

O pacote virtual-mysql-* e default-mysql-* irão continuar a existir. MySQL continua a ser mantido em Debian, no lançamento unstable. Veja a página do wiki da equipa MySQL de Debian para informação actual sobre software relacionado com MySQL disponível em Debian.

2.2.4. Improvements to APT and archive layouts

The apt package manager has seen a number of improvements since jessie. Most of these apply to aptitude as well. Following are selected highlights of some of these.

On the security side, APT now rejects weaker checksums by default (e.g. SHA1) and attempts to download as an unprivileged user. Please refer to Secção 5.3.2.3, “Novos requisitos para repositórios APT” and Secção 5.3.2.1, “O APT agora obtém ficheiros como um utilizador não privilegiado (_apt)” for more information.

The APT-based package managers have also gotten a number of improvements that will remove the annoying hash sum mismatch warning that occurs when running apt during a mirror synchronization. This happens via the new by-hash layout, which enables APT to download metadata files by their content hash.

If you use third-party repositories, you may still experience these intermittent issues, if the vendor does not provide the by-hash layout. Please recommend them to adopt this layout change. A very short technical description is available in the Repository format description.

While this may be mostly interesting for mirror administrators, APT in stretch can use DNS (SRV) records to locate an HTTP backend. This is useful for providing a simple DNS name and then managing backends via DNS rather than using a redirector service. This feature is also used by the new Debian mirror described in Secção 2.2.5, “Novo mirror deb.debian.org”.

2.2.5. Novo mirror deb.debian.org

Debian agora disponibiliza um novo serviço adicional chamado deb.debian.org. Isto disponibiliza o conteúdo do arquivo principal, do arquivo de segurança, ports e mesmo do arquivo de debug (Secção 2.2.7, “Um novo arquivo para símbolos de debug”) através de um nome de máquina único e simples de memorizar.

This service relies on the new DNS support in APT, but will fall back to a regular redirect for HTTPS access or older versions of APT. More details are provided on deb.debian.org.

Agradecimentos à Fastly e Amazon CloudFront por patrocinarem os backends CDN atrás deste serviço.

2.2.6. Mudar para o GnuPG "Moderno"

The stretch release is the first version of Debian to feature the modern branch of GnuPG in the gnupg package. This brings with it elliptic curve cryptography, better defaults, a more modular architecture, and improved smartcard support. The modern branch also explicitly does not support some older, known-broken formats (like PGPv3). See /usr/share/doc/gnupg/README.Debian for more information.

We will continue to supply the classic branch of GnuPG as gnupg1 for people who need it, but it is now deprecated.

2.2.7. Um novo arquivo para símbolos de debug

[Nota]Nota

Esta secção é mais interessante para desenvolvedores ou se desejar incluir um stack trace completo a um relato de crash.

Previously, the main Debian archive would include packages containg debug symbols for selected libraries or programs. With stretch, most of these have been moved to a separate archive called the debian-debug archive. This archive contains the debug symbol packages for the vast majority of all packages provided by Debian.

If you want to fetch such debug packages, please include the following in your APT sources:

deb http://debug.mirrors.debian.org/debian-debug/ stretch-debug main

Em alternativa, pode também obtê-los a partir de snapshot.debian.org.

Uma vez activo, pode agora obter símbolos de debug para o pacote em questão ao instalar pkg-dbgsym. Por favor note que pacotes individuais podem ainda disponibilizar um pacote pkg-dbg no arquivo principal em vez de no novo dbgsym.

2.2.8. Novo método para nome de interfaces de rede

The installer and newly installed systems will use a new standard naming scheme for network interfaces instead of eth0, eth1, etc. The old naming method suffered from enumeration race conditions that made it possible for interface names to change unexpectedly and is incompatible with mounting the root filesystem read-only. The new enumeration method relies on more sources of information, to produce a more repeatable outcome. It uses the firmware/BIOS provided index numbers and then tries PCI card slot numbers, producing names like ens0 or enp1s1 (ethernet) or wlp3s0 (wlan). USB devices, which can be added to the system at any time, will have names based upon their ethernet MAC addresses.

This change does not apply to upgrades of jessie systems; the naming will continue to be enforced by /etc/udev/rules.d/70-persistent-net.rules. For more information, see /usr/share/doc/udev/README.Debian.gz or the upstream documentation.

2.2.9. Notícias do Blend Debian Med

Além dos vários novos pacotes e atualizações para software sobre ciências da vida e medicina, a equipa Debian Med colocou novamente o foco na qualidade dos pacotes disponibilizados. Num projecto GSoC e num projecto Outreachy, dois estudantes trabalharam muito para adicionar suporte para Continuous Integration a pacotes com a maior popularidade na estatística de utilização popularity-contest. O último sprint Debian Med em Bucareste também se concentrou no teste dos pacotes.

Para instalar os pacotes mantidos pela equipa Debian Med, instale os metapacotes chamados med-*, que estão na versão 3.0.1 em Debian Stretch. Sinta-se à vontade para visitar as páginas das tarefas Debian Med para ver toda a gama de software de biologia e de medicina disponível em Debian.