Capítulo 4. Actualizações a partir de Debian 7 (wheezy)

Índice

4.1. Preparar para a actualização
4.1.1. Salvaguardar quaisquer dados ou informação de configuração
4.1.2. Informar os utilizadores com antecedência
4.1.3. Preparar para desligar temporariamente os serviços
4.1.4. Preparar para recuperação
4.1.5. Preparar um ambiente seguro para a actualização
4.2. Verificar o estado do sistema
4.2.1. Rever as acções pendentes no gestor de pacotes
4.2.2. Desactivar o APT pinning
4.2.3. Verificar o estado dos pacotes
4.2.4. Secção de actualizações propostas (proposed-updates)
4.2.5. Fontes não oficiais e 'backports'
4.3. Preparar as fontes para o APT
4.3.1. Acrescentar fontes APT da Internet
4.3.2. Acrescentar fontes APT para um 'mirror' local
4.3.3. Acrescentar fontes APT a partir de meios ópticos
4.4. Actualizar pacotes
4.4.1. Gravar a sessão
4.4.2. Actualizar a lista de pacotes
4.4.3. Certificar-se que possui espaço suficiente para a actualização
4.4.4. Actualização mínima do sistema
4.4.5. Actualizar o sistema
4.5. Possíveis problemas durante a actualização
4.5.1. Dist-upgrade falha com Não pode executar a configuração imediata
4.5.2. Remoções esperadas
4.5.3. Conflitos ou Ciclos de Pré-Dependências
4.5.4. Conflitos de ficheiros
4.5.5. Alterações de configuração
4.5.6. Mudança de sessão para consola
4.5.7. Cuidado especial para pacotes específicos
4.6. Actualizar o seu kernel e pacotes relacionados
4.6.1. Instalar o meta-pacote do kernel
4.6.2. Problemas com tempo de arranque (esperar pelo dispositivo raiz)
4.7. Coisas a fazer antes de reiniciar a máquina
4.8. O arranque do sistema pendura em Waiting for root file system
4.8.1. Como evitar o problema antes da actualização
4.8.2. Como recuperar do problema após a actualização
4.9. Preparar para o próximo lançamento
4.10. Componentes descontinuados
4.11. Pacotes obsoletos
4.11.1. Pacotes fictícios

4.1. Preparar para a actualização

Nós sugerimos que antes de actualizar que também leia a informação em Capítulo 5, Problemas a estar atento na jessie. Esse capítulo cobre potenciais problemas não directamente relacionados com o processo de actualização mas que podem no entanto ser importantes conhecer antes de começar.

4.1.1. Salvaguardar quaisquer dados ou informação de configuração

Antes de actualizar o seu sistema é fortemente recomendado que efectue uma cópia de segurança total, ou que pelo menos salvaguarde quaisquer dados ou informações de configuração a que não se pode dar ao luxo de perder. As ferramentas de actualização e o processo são bastante fiáveis, mas uma falha de hardware durante a actualização poderia resultar num sistema extremamente danificado.

A principal informação que quererá salvaguardar é o conteúdo de /etc, /var/lib/dpkg, /var/lib/apt/extended_states e o resultado de dpkg --get-selections "*" (as aspas são importantes). Se você usa o aptitude para gerir os pacotes no seu sistema, vai querer também salvaguardar /var/lib/aptitude/pkgstates.

O processo de actualização em si não modifica nada no directório /home.No entanto, algumas aplicações (e.g. partes do conjunto Mozilla, e dos ambientes de desktop GNOME e KDE) são conhecidos por sobrescreverem configurações existentes dos utilizadores por novos valores predefinidos quando uma nova versão da aplicação é iniciada pela primeira vez por um utilizador. Como precaução, você pode querer fazer uma cópia de segurança dos ficheiros e directórios ocultos (dotfiles) nos directórios dos utilizadores. Esta cópia de segurança pode ajudar a restaurar ou recriar as antigas configurações. Pode também querer informar os utilizadores acerca disto.

Qualquer operação de instalação de um pacote tem que ser corrida com privilégios de super-utilizador, por isso ou inicie uma sessão como root ou utilize su ou sudo para obter os direitos de acesso necessários.

Esta actualização possui poucas condições prévias, deverá verificá-las antes de iniciar a actualização.

4.1.2. Informar os utilizadores com antecedência

É sensato informar todos os utilizadores com antecedência sobre qualquer actualização que estiver a planear, apesar dos utilizadores que acedam ao sistema através uma ligação ssh pouco devem notar durante a actualização, e devem conseguir continuar a trabalhar.

Se quiser tomar precauções extra, faça uma cópia de segurança ou desmonte a partição /home antes de fazer a actualização.

Você terá de fazer uma actualização do kernel ao actualizar para jessie, por isso será necessário reiniciar a máquina. Tipicamente, isto será feito após terminar a actualização.

4.1.3. Preparar para desligar temporariamente os serviços

Podem existir serviços associados a pacotes que serão incluídos na actualização. Se for este o caso, note que, durante a actualização, esses serviços serão parados enquanto os pacotes a ser actualizados estão a ser substituídos e configurados. Durante este tempo, estes serviços não estarão disponíveis.

O tempo exacto que estes serviços estarão desligados irá variar dependendo do número de pacotes a serem actualizados no sistema, e também inclui o tempo que o administrador do sistema demora a responder às questões de configuração das diferentes actualizações de pacotes. Note que se o processo de actualização for deixado desacompanhado e o sistema solicitar alguma entrada durante toda a actualização, existe uma grande possibilidade dos serviços ficarem indisponíveis[1] durante um período significativo de tempo.

Se o sistema a ser actualizado disponibilizar serviços críticos para os seus utilizadores ou para a sua rede [2], pode reduzir o tempo de indisponibilidade se fizer uma actualização mínima ao sistema, conforme descrito em Secção 4.4.4, “Actualização mínima do sistema”, seguida de uma actualização ao kernel e de reiniciar. De seguida actualize os pacotes associados aos seus serviços críticos. Actualize estes pacotes antes de fazer a actualização completa descrita em Secção 4.4.5, “Actualizar o sistema”. Deste modo pode assegurar que estes serviços críticos estão a funcionar e disponíveis durante todo o processo de actualização e dessa forma o tempo de indisponibilidade é reduzido.

4.1.4. Preparar para recuperação

Embora Debian tente assegurar que o seu sistema se mantenha funcional em todos os momentos, há sempre a hipótese que experimente problemas ao reiniciar o seu sistema após uma grande actualização. Problemas potenciais conhecidos estão documentados neste e nos próximos capítulos destas Notas de Lançamento.

Por esta razão faz sentido assegurar que será capaz de recuperar o seu sistema não conseguir reiniciar ou, para sistemas geridos remotamente, não conseguir activar a rede.

Se estiver a actualizar remotamente através de uma ligação ssh é recomendado que tome as precauções necessárias para ser capaz de aceder ao servidor através de um terminal série remoto. Existe uma hipótese de que, após a actualização do kernel e de reiniciar, você tenha de corrigir a configuração do sistema através duma consola local. Além disso, se o sistema for reiniciado acidentalmente a meio de uma actualização existe a hipótese de que você necessite de fazer a recuperação utilizando uma consola local.

A coisa mais óbvia a tentar primeiro é reiniciar com o antigo kernel. No entanto não é garantido que funcione.

Se isso falhar, precisará de um modo alternativo de arrancar o seu sistema para que possa aceder-lhe e repará-lo. Uma opção é utilizar uma imagem especial de recuperação ou um live CD de Linux. Após arrancar com ele, deverá ser capaz de montar o seu sistema de ficheiros raiz e chroot nele para investigar e resolver o problema.

Outra opção que gostaríamos de recomendar é a utilização do modo de recuperação do instalador Debian jessie. A vantagem de utilizar o instalador é que pode escolher de entre os seus muitos modos de instalação o que melhor se adequa à sua situação. Para mais informação, por favor consulte a secção Recuperar um Sistema Estragado no capítulo 8 do Guia de instalação e a FAQ do Instalador Debian.

4.1.4.1. Shell de depuração durante o arranque utilizando o initrd

O pacote initramfs-tools inclui uma shell de depuração[3] nos initrds que gera. Se, por exemplo, o initrd for incapaz de montar o sistema de ficheiros raiz, você será deixado nesta shell de depuração que tem comandos básicos para ajudar a descobrir e talvez resolver o problema.

Coisas básicas a verificar são: a presença dos ficheiros de dispositivo correctos em /dev; que módulos estão carregados (cat /proc/modules); mensagens do dmesg que podem ter erros no carregamento de drivers. As mensagens do dmesg também irão mostrar que ficheiros de dispositivo estão associados a que discos; deve verificar isso com a mensagem de echo $ROOT para se certificar que o sistema de ficheiros raiz está no dispositivo esperado.

Se conseguir resolver o problema, escrever exit irá terminar a shell de depuração e continuar o processo de arranque no ponto onde falhou. Claro que também precisará de resolver o problema subjacente e gerar de novo a initrd para que o próximo arranque não falhe de novo.

4.1.5. Preparar um ambiente seguro para a actualização

A actualização da distribuição deve ser efectuada localmente a partir de uma consola virtual de texto (ou directamente ligada a um terminal série), ou remotamente através de uma ligação ssh.

[Importante]Importante

Se você está a usar alguns serviços VPN (como o tinc) eles podem não estar disponíveis durante o processo de actualização. Por favor veja Secção 4.1.3, “Preparar para desligar temporariamente os serviços”.

De modo a ganhar uma margem extra de segurança quando actualizar remotamente, nós sugerimos que corra os processos de actualização na consola virtual disponibilizada pelo programa screen, o qual permite uma re-ligação segura e assegura que o processo de actualização não é interrompido mesmo que o processo da ligação remota falhe.

[Importante]Importante

Você não deve actualizar usando telnet, rlogin, rsh, ou a partir de uma sessão do X gerida pelo xdm, pelo gdm ou pelo kdm etc. na máquina que estiver a actualizar. Isto porque cada um desses serviços podem ser terminados durante esta actualização, o que pode resultar num sistema inacessível que ficou apenas meio actualizado. O uso da aplicação do GNOME update-manager é fortemente desaconselhado para as actualizações para novos lançamentos, pois esta ferramenta necessita que a sessão de ambiente de trabalho permaneça activa.

TODO: surely gdm/kdm are sane?
(vorlon) haha, no, gdm is not; I had that thought, and tested a gdm
         restart on my live session ;)

4.2. Verificar o estado do sistema

O processo de actualização descrito neste capítulo foi desenhado para actualizações de sistemas wheezy puros sem pacotes de terceiros. Para uma maior fiabilidade do processo de actualização, pode querer remover pacotes de terceiros do seu sistema antes de começar a actualização.

Direct upgrades from Debian releases older than 7 (wheezy) are not supported. Please follow the instructions in the Release Notes for Debian 7 to upgrade to 7 first.

Este procedimento também assume que o seu sistema foi actualizado até ao último ponto da versão wheezy. Se não tiver feito esta actualização ou não tem a certeza, siga as instruções em Secção A.1, “Actualizar o seu sistema wheezy”.

4.2.1. Rever as acções pendentes no gestor de pacotes

Em alguns casos, a utilização do apt-get para instalar pacotes em vez do aptitude pode fazer o aptitude considerar um pacote como não utilizado e marcá-lo para remoção. De um modo geral, você deve assegurar-se que o sistema está totalmente actualizado e limpo antes de proceder com a actualização.

Devido a disto você deve verificar novamente se existem acções pendentes no gestor de pacotes aptitude. Se um pacote estiver marcado para remoção ou para actualização no gestor de pacotes, poderá ter um impacto negativo no procedimento de actualização. Note que para corrigir isto apenas é possível se o seu sources.list ainda apontar para wheezy; e não para stable ou jessie; veja Secção A.2, “Verificar a sua lista de fontes”.

Para fazer esta revisão, arranque o aptitude em modo visual e carregue em g (Go). Se mostrar quaisquer acções, você deve revê-las e, ou corrigi-las ou implementar as acções sugeridas. Se não forem sugeridas acções ser-lhe-á apresentada uma mensagem a dizer Nenhum pacote está marcado para ser instalado, removido ou actualizado.

4.2.2. Desactivar o APT pinning

Se configurou o APT para instalar determinados pacotes a partir de uma distribuição que não a stable (e,g,. a partir da testing), pode ter que alterar a sua configuração de APT pinning (guardada em /etc/apt/preferences e em /etc/apt/preferences.d/) para permitir a actualização de pacotes para versões existentes na nova versão estável. Mais informação acerca do APT pinning pode ser encontrada em apt_preferences(5).

4.2.3. Verificar o estado dos pacotes

Independentemente do método utilizado para a actualização, é recomendado que primeiro verifique o estado de todos os pacotes, e verificar que todos os pacotes estão em modo de actualização. O seguinte comando listará todos os pacotes que possuem o estado Metade-Instalado (Half-Installed) ou Configuração-Falhada (Failed-Config), e aqueles que apresentem qualquer erro no estado.

# dpkg --audit

Pode também inspeccionar o estado de todos os pacotes no seu sistema utilizando o aptitude ou com comandos como

# dpkg -l | pager

ou

# dpkg --get-selections "*" > ~/curr-pkgs.txt

É desejável que remova todos os bloqueios ('holds') antes da actualização. Se algum pacote essencial à actualização estiver bloqueado, a actualização irá falhar.

Note que o aptitude utiliza um método diferente para registar os pacotes bloqueados que o apt-get e dselect. Pode identificar pacotes bloqueados para o aptitude com

# aptitude search "~ahold" 

Se quiser verificar que pacotes tem bloqueados para o apt-get deverá utilizar

# dpkg --get-selections | grep 'hold$'

Se alterar e recompilar localmente um pacote e não o renomear ou colocar numa versão modificada, terá que o bloquear para prevenir que o mesmo seja alterado.

O estado hold do pacote para o apt-get pode ser alterado utilizando:

# echo nome_do_pacote hold | dpkg --set-selections

Substitua hold por install para remover o estado hold.

Se existe alguma coisa que necessita de corrigir, o melhor é certificar-se que o seu ficheiro sources.list continua a apontar para a wheezy conforme é explicado em Secção A.2, “Verificar a sua lista de fontes”.

4.2.4. Secção de actualizações propostas (proposed-updates)

Se você listou a secção proposed-updates no seu ficheiro /etc/apt/sources.list, deverá removê-la desse ficheiro antes de tentar actualizar o seu sistema. Isto é uma precaução para reduzir a probabilidade de conflitos.

4.2.5. Fontes não oficiais e 'backports'

Se possuir pacotes que não sejam da Debian no seu sistema, deverá saber que estes podem ser removidos durante a actualização, devido a conflitos entre dependências. Se estes pacotes foram instalados adicionando um arquivo de pacotes extra ao seu /etc/apt/sources.list, deverá verificar se aquele arquivo também oferece pacotes compilados para a jessie e altere a linha da fonte de acordo com o mesmo tipo de linhas de fontes para os pacotes Debian.

Alguns utilizadores poderão ter versões mais recentes de pacotes de backports não oficiais, que estejam instalados no seu sistema Debian wheezy. Tais pacotes irão provavelmente criar problemas durante a actualização, pois destes poderão resultar em conflitos de ficheiros[4]. Secção 4.5, “Possíveis problemas durante a actualização” tem alguma informação sobre como lidar com conflitos de ficheiros à medida que aparecem.

4.3. Preparar as fontes para o APT

Antes de iniciar a actualização deverá configurar o ficheiro de configuração do apt para listas de pacotes, o /etc/apt/sources.list.

O apt irá considerar todos os pacotes que podem ser encontrados através de qualquer linha deb, e instalará o pacote com o número de versão mais elevado, dando prioridade às primeiras linhas no ficheiro (assim onde tiver múltiplas localizações de 'mirrors', tipicamente deverá ter primeiro um disco local, depois CD-ROMs e então 'mirrors' HTTP/FTP).

Um lançamento pode ser normalmente referido pelo seu nome de código (por ex. wheezy;, jessie) e pelo seu nome de estado (por ex. oldstable, stable, testing, unstable). Referir-se a um lançamento pelo seu nome de código tem a vantagem que que nunca será surpreendido por um novo lançamento e por esta razão é o método utilizado aqui. Significa com certeza que terá de ser você mesmo a estar atento a anúncios de lançamento. Se pelo contrário utilizar o nome de estado, irá ver carregamentos de actualizações para os pacotes disponíveis assim que acontecer um lançamento.

4.3.1. Acrescentar fontes APT da Internet

A configuração predefinida é definida para instalação a partir de um servidor principal de Debian na Internet, mas poderá desejar modificar o /etc/apt/sources.list para utilizar outros 'mirrors', de preferência um 'mirror' mais próximo de si em termos de rede.

Endereços de 'mirrors' Debian HTTP ou FTP podem ser encontrados em https://www.debian.org/distrib/ftplist (veja na secção Lista de 'mirrors' Debian). OS 'mirrors' HTTP geralmente são mais rápidos do que os 'mirrors' FTP.

Por exemplo, suponha que o 'mirror' Debian mais perto de si é http://mirrors.kernel.org/. Quando inspeccionar aquele 'mirror' com um navegador web ou um programa FTP, irá notar que os directórios principais estão organizados desta forma:

http://mirrors.kernel.org/debian/dists/jessie/main/binary-amd64/...
http://mirrors.kernel.org/debian/dists/jessie/contrib/binary-amd64/...

Para utilizar este 'mirror' com o apt, adicione esta linha ao seu ficheiro sources.list:

deb http://mirrors.kernel.org/debian jessie main contrib

Note que dists' é acrescentado implicitamente, e que os argumentos que se seguem ao nome do lançamento são utilizados para expandir o caminho em múltiplos directórios.

Depois de adicionar as suas novas fontes, desactive as linhas deb previamente existentes em sources.list, colocando um cardinal (#) à frente das mesmas.

4.3.2. Acrescentar fontes APT para um 'mirror' local

Em vez de utilizar os 'mirrors' de pacotes HTTP ou FTP, pode desejar modificar o /etc/apt/sources.list de modo a utilizar um 'mirror' num disco local (possivelmente montado sobre NFS).

Por exemplo, o seu 'mirror' de pacotes poderá estar sob /var/ftp/debian/, e pode ter directórios principais como estes:

/var/ftp/debian/dists/jessie/main/binary-amd64/...
/var/ftp/debian/dists/jessie/contrib/binary-amd64/...

Para utilizar isto com o apt, acrescente esta linha ao seu ficheiro sources.list:

deb file:/var/ftp/debian jessie main contrib

Note que dists' é acrescentado implicitamente, e que os argumentos que se seguem ao nome do lançamento são utilizados para expandir o caminho em múltiplos directórios.

Depois de adicionar as suas novas fontes, desactive as linhas deb previamente existentes em sources.list, colocando um cardinal (#) à frente das mesmas.

4.3.3. Acrescentar fontes APT a partir de meios ópticos

Se quiser utilizar apenas CDs (ou DVDs, ou discos Blu-ray), comente as linhas debexistentes em /etc/apt/sources.list colocando um cardinal (#) à frente das mesmas.

Certifique-se que existe uma linha no /etc/fstab que permita a montagem do seu leitor de CD-ROM no ponto de montagem /cdrom (o ponto de montagem /cdrom é necessário para o funcionamento do apt-cdrom). Por exemplo, se o seu leitor de CD-ROM for o dispositivo /dev/scd0, o /etc/fstab deverá conter uma linha como esta:

/dev/scd0 /cdrom auto noauto,ro 0 0

Note que não podem existir espaços que entre as palavras noauto,ro encontradas no quarto campo.

Para verificar que tal funciona, insira um CD e tente correr

# mount /cdrom    # isto irá montar o CD no ponto de montagem
# ls -alF /cdrom  # isto irá mostrar o directório raiz do CD
# umount /cdrom   # isto irá desmontar o CD

A seguir, corra:

# apt-cdrom add

para cada CD-ROM de Binários Debian que possua, para adicionar informação de cada CD à base de dados APT.

4.4. Actualizar pacotes

A forma recomendada para actualizar a partir de lançamentos anteriores Debian é usar a ferramenta de gestão de pacotes apt-get. Em lançamentos anteriores, o aptitude era recomendado para este objectivo, mas as versões recentes do apt-get disponibilizam funcionalidades equivalentes e também têm mostrado serem mais consistentes a dar os resultados de actualização desejados.

Não se esqueça de montar todas as partições necessárias (nomeadamente a partição root e /usr) em modo de leitura-escrita, com um comando como:

# mount -o remount,rw /ponto_de_montagem

De seguida você deverá confirmar novamente que as entradas das fontes do APT (em /etc/apt/sources.list), se referem a jessie ou a stable. Não deverão existir quaisquer entradas de fontes que apontem para wheezy.

[Nota]Nota

As linhas de fontes de um CD-ROM poderão por vezes referirem-se a unstable; e embora isto possa ser confuso, você não deverá alterá-las.

4.4.1. Gravar a sessão

É-lhe fortemente recomendado que utilize o programa /usr/bin/script para gravar uma transcrição da sessão de actualização. Assim caso ocorra qualquer problema, terá o relatório sobre o que aconteceu, e se necessário poderá fornecer informação exacta sob a forma de um relatório de erro. Para iniciar a gravação, escreva:

# script -t 2>~/upgrade-jessiestep.time -a ~/upgrade-jessiestep.script

ou semelhante. Se tiver que re-executar o ficheiro transcrito (ex., se tiver que reiniciar o sistema) use valores step diferentes para indicar qual passo da actualização está a registar. Não coloque o ficheiro transcrito num directório temporário como /tmp ou /var/tmp (os ficheiros nesses directórios podem ser apagados durante a actualização ou durante qualquer reinicio).

O transcrito permitir-lhe-á também rever informação que tenha sido deslocada para fora do ecrã. Se está na consola do sistema, mude para VT2 (utilizando Alt+F2) e, depois de iniciar a sessão, utilize less -R ~root/upgrade-jessie.script para visualizar o ficheiro.

Depois de ter completado a actualização, pode parar o script escrevendo exit na aviso de comando.

TODO: (jfs) Could mention the script I provided in #400725 which is useful if
you have not dumped the timing file

Se você utilizou a opção -t para o script você pode utilizar o programa scriptreplay para ver uma repetição de toda a sessão:

# scriptreplay ~/upgrade-jessie.time ~/upgrade-jessie.script

4.4.2. Actualizar a lista de pacotes

Primeiro precisa de ser obtida a lista de pacotes disponíveis para o novo lançamento. Isto é feito executando:

# apt-get update

4.4.3. Certificar-se que possui espaço suficiente para a actualização

Você terá de se certificar antes de fazer a actualização do seu sistema, que existe espaço suficiente em disco quando iniciar a actualização completa do sistema descrita em Secção 4.4.5, “Actualizar o sistema”. Primeiro, qualquer pacote necessário para a instalação que é obtido a partir da rede é guardado em /var/cache/apt/archives (e no subdirectório partial/ durante o download), por isso você tem de se assegurar que tem espaço suficiente no sistema de ficheiros da partição onde está o /var/ para descarregar temporariamente os pacotes que serão instalados no seu sistema. Depois do download, provavelmente irá necessitar de mais espaço nos sistemas de ficheiros das outras partições de modo a instalar quer os pacotes actualizados (que podem conter binários maiores ou mais dados) e os novos pacotes que serão obtidos para a actualização. Se o seu sistema não possui espaço suficiente, você poderá acabar com uma actualização incompleta que da qual pode ser difícil recuperar.

O apt-get pode mostrar-lhe informação detalhada sobre o espaço em disco necessário para a instalação. Antes de efectuar a actualização do sistema, pode ver esta estimativa ao correr:

# apt-get -o APT::Get::Trivial-Only=true dist-upgrade
[ ... ]
XXX actualizados, XXX novos instalados , XXX a remover e XXX não actualizados.
Necessário obter xx.xMB de arquivos. 
Após esta operação serão usados AAAMB de espaço de disco adicional.
[Nota]Nota

Correr este comando no inicio do processo de actualização pode dar um erro, pelas razões descritas nas secções seguintes. Nesse caso terá de aguardar até ter feito a actualização mínima ao sistema como em Secção 4.4.4, “Actualização mínima do sistema” antes de correr este comando para estimar o espaço em disco.

Se não tiver espaço suficiente para a actualização, o apt-get irá alertá-lo com uma mensagem como esta:

E: Você não tem espaço livre suficiente em /var/cache/apt/archives/.

Nesta situação, certifique-se que liberta espaço antes de continuar. Você pode:

  • Remover pacotes que tenham sido previamente descarregados para instalação (em /var/cache/apt/archives). Limpar a 'cache' de pacotes ao correr apt-get clean irá remover todos os ficheiros de pacotes anteriormente descarregados.

  • Remova os pacotes esquecidos. Se utilizou o aptitude ou o apt-get para instalar manualmente pacotes na wheezy, ele irá seguir esses pacotes que instalou manualmente e será capaz de marcar como obsoletos os pacotes obtidos apenas por dependências e que já não são necessários se o pacote foi removido. Não irá marcar para remoção pacotes que você instalou manualmente. Para remover os pacotes instalados automaticamente e que já não são utilizados, execute:

    # apt-get autoremove
    

    Para descobrir pacotes redundantes pode também utilizar o deborphan, debfoster ou cruft. Não remova cegamente os pacotes que estas ferramentas apresentam, especialmente se estiver a utilizar opções agressivas e não-predefinidas que são sujeitas a gerarem falsos positivos. É altamente recomendado que reveja manualmente os pacotes sugeridos para remoção (por ex. o seu conteúdo, dimensão e descrição) antes de os remover.

  • Remova os pacotes que ocupam demasiado espaço e não são actualmente necessários (pode sempre reinstala-los depois da actualização). Se tiver instalado o popularity-contest, pode utilizar o popcon-largest-unsed para listar os pacotes que não utiliza e que ocupam mais espaço. Pode encontrar pacotes que tomam o maior espaço com o dpigs (disponível no pacote debian-goodies) ou com o wajig (correndo wajig size). Podem também ser encontrados com a aptitude. Inicie o aptitude em visual mode, seleccione VistasNova Lista Plana de Pacotes, pressione l e insira ~i, pressione S e insira ~installsize, então irá ter uma boa lista para trabalhar.

  • Remova ficheiros de localizações e traduções do seu sistema se não forem necessárias. Você pode instalar o pacote localepurge e configurá-lo para que apenas os 'locales' seleccionados são mantidos no sistema. Isto irá reduzir o espaço de disco consumido em /usr/share/locale.

  • Mova temporariamente para outro sistema, ou remova permanentemente, os relatórios do sistema residentes em /var/log/.

  • Use um /var/cache/apt/archives temporário: Você pode usar um directório de cache temporário de outro sistema de ficheiros (dispositivo de armazenamento USB, disco rijo temporário, sistema de ficheiros já em utilização, ...)

    [Nota]Nota

    Não use uma montagem NFS porque a ligação de rede pode ser interrompida durante a actualização.

    Por exemplo, se você tem um dispositivo USB montado em /media/usbkey:

    1. remove os pacotes que foram descarregados préviamente para instalação:

      # apt-get clean

    2. copia o directório /var/cache/apt/archives para o dispositivo USB:

      # cp -ax /var/cache/apt/archives /media/usbkey/

    3. monta o directório de cache temporário no que está presente:

      # mount --bind /media/usbkey/archives /var/cache/apt/archives

    4. após a actualização, restaura o directório /var/cache/apt/archives original:

      # umount /media/usbkey/archives

    5. remove o restante /media/usbkey/archives.

    Você pode criar o directório de cache temporário em qualquer sistema de ficheiros que esteja montado no seu sistema.

  • Faça uma actualização mínima do sistema (veja Secção 4.4.4, “Actualização mínima do sistema”) ou actualizações parciais do sistema seguido de uma actualização completa. Isto irá tornar possível actualizar o sistema parcialmente, e permitir-lhe limpar a cache de pacotes antes da actualização completa.

Note que, de modo para remover pacotes em segurança, é aconselhável mudar o seu sources.list de novo para wheezy conforme é explicado em Secção A.2, “Verificar a sua lista de fontes”.

4.4.4. Actualização mínima do sistema

Em alguns casos, fazer a actualização completa (conforme descrito abaixo) directamente pode remover grandes quantidades de pacotes que poderá querer manter. Portanto recomendamos um processo de actualização em duas partes: primeiro uma actualização mínima para ultrapassar estes conflitos, e depois uma actualização completa conforme descrito em Secção 4.4.5, “Actualizar o sistema”.

Para fazer isto, primeiro correr:

# apt-get upgrade

Isto tem o efeito de actualizar os pacotes que podem ser actualizados sem que nenhum outro pacote seja removido ou instalado.

A actualização mínima ao sistema também pode ser útil quando o sistema tem pouco espaço disponível e não se pode executar uma actualização completa devido a restrições de espaço.

Se o pacote apt-listchanges estiver instalado, irá mostrar (na sua configuração predefinida), num pager, a informação importante sobre os pacote actualizados.

4.4.5. Actualizar o sistema

Após ter executado os passos anteriores, você está agora pronto para continuar com a parte principal da actualização. Execute:

# apt-get dist-upgrade
[Nota]Nota

O processo de actualização para alguns lançamentos anteriores recomendava o uso do aptitude para a actualização. Esta ferramenta não é recomendada para actualizações de wheezy para jessie.

Isto irá executar uma actualização completa do sistema, instalando as versões disponíveis mais recentes de todos os pacotes, e resolvendo todas as possíveis alterações de dependências entre pacotes em diferentes lançamentos. Se necessário, irá instalar alguns pacotes novos (normalmente novas versões de bibliotecas, ou pacotes renomeados), e remover quaisquer pacotes em conflito e obsoletos.

Quando a actualização for feita a partir de um conjunto de CD-ROMs (ou DVDs), ser-lhe-á pedido que insira CDs específicos em determinados pontos durante a actualização. Pode ter que inserir o mesmo CD múltiplas vezes, isto devido a pacotes inter-relacionados que foram espalhados pelos CDs.

As novas versões dos pacotes actualmente instalados que não possam ser actualizadas sem alterar o estado de instalação de outro pacote serão deixadas na sua versão actual (mostradas como held back). Isto pode ser resolvido ou utilizando o aptitude de modo a escolher estes pacotes para instalação ou tentando apt-get -f install pacote.

4.5. Possíveis problemas durante a actualização

As seguinte secções descrevem problemas conhecidos que podem aparecer durante uma actualização para jessie.

4.5.1. Dist-upgrade falha com Não pode executar a configuração imediata

Nalguns casos a etapa apt-get dist-upgrade pode falhar após fazer o download dos pacotes com:

E: Não pode executar a configuração imediata em 'pacote'. Para detalhes por favor veja man 5 apt.conf em APT::Immediate-Configure.

Se isso acontecer, se em vez disso correr apt-get dist-upgrade -o APT::Immediate-Configure=0 deverá permitir que a actualização aconteça.

Outra forma possível de contornar este problema é temporariamente acrescentar ambas as fontes de wheezy e de jessie ao seu sources.list e correr apt-get update.

4.5.2. Remoções esperadas

O processo de actualização para jessie pode pedir a remoção de pacotes no sistema. A lista exacta de pacotes irá variar dependendo do conjunto de pacotes que está instalado. Estas notas de lançamento dão conselhos gerais acerca destas remoções, mas em caso de dúvida, é recomendado que examine as propostas de remoção de pacotes de cada método antes de prosseguir.

Some common packages that are expected to be removed include: python2.6 (replaced by python2.7). For more information about packages obsoleted in jessie, see Secção 4.11, “Pacotes obsoletos”.

4.5.3. Conflitos ou Ciclos de Pré-Dependências

Por vezes é necessário activar a opção APT::Force-LoopBreak no APT para ser possível remover temporariamente um pacote essencial devido a um ciclo vicioso de Conflitos/Pré-Dependências. O apt-get irá alertá-lo disto e abortará a actualização. Você pode contornar isto especificando a opção -o APT::Force-LoopBreak=1 na linha de comandos do apt-get.

É possível que uma estrutura de dependências do sistema se torne corrupta de modo a necessitar de intervenção manual. Normalmente isto significa utilizar o apt-get ou

# dpkg --remove nome_do_pacote

para eliminar alguns dos pacotes que estão a criar problemas, ou

# apt-get -f install
# dpkg --configure --pending

Em casos extremos poderá ter que forçar a reinstalação com um comando como

# dpkg --install /caminho/para/nome_do_pacote.deb

4.5.4. Conflitos de ficheiros

Os conflitos de ficheiros não devem ocorrer se estiver a actualizar a partir de um sistema wheezy pure, mas podem acontecer se tiver instalado 'backports' não-oficiais. Um conflito de ficheiros irá resultar num erro como:

A desempacotar <pacote-foo> (de <ficheiro-de-pacote-foo>) ...
dpkg: erro ao processar <pacote-foo> (--install):
 tentando sobrescrever `<algum-nome-de-ficheiro>',
 o qual está também no pacote <pacote-bar>
dpkg-deb: sub-processo de colagem morto pelo sinal ('pipe' quebrado)
 Foram encontrados erros enquanto se processava:
 <pacote-foo>

Pode tentar resolver um conflito de ficheiro, efectuando a remoção forçada do pacote mencionado na última linha da mensagem de erro:

# dpkg -r --force-depends nome_do_pacote

Depois de corrigir as coisas, deverá ser capaz de continuar a actualização repetindo os comandos do apt-get descritos atrás.

4.5.5. Alterações de configuração

Durante a actualização, ser-lhe-ão colocadas questões acerca da configuração ou da re-configuração de vários pacotes. Quando lhe for perguntado se algum ficheiro no directório /etc/init.d, ou no ficheiro /etc/manpath.config deve ser substituído pela versão do 'maintainer' do pacote, normalmente é necessário responder 'sim' para garantir a consistência do sistema. Pode sempre reverter para as versões anteriores, já que estas serão guardadas com uma extensão .dpkg-old.

Se não tiver a certeza acerca do que fazer, anote o nome do pacote ou do ficheiro e resolva os problemas mais tarde. Pode procurar o ficheiro transcrito de modo a rever a informação que esteve no ecrã durante a actualização.

4.5.6. Mudança de sessão para consola

Se estiver a correr a actualização usando a consola local do sistema, pode descobrir que em certos pontos durante a actualização a consola é mudada para uma vista diferente e você perde a visibilidade do processo de actualização. Por exemplo, isto pode acontecer em sistemas de ambiente de trabalho quando o gestor de ecrã for reiniciado.

Para recuperar a consola onde a actualização estava a correr você tem de usar Ctrl+Alt+F1 (se estiver no ecrã de arranque gráfico) ou usar Alt+F1 (se estiver em consola local de modo de texto) para mudar de novo para o terminal virtual 1. Substitua F1 pela tecla de função com o mesmo número do terminal virtual onde a actualização estava a correr. Você também pode usar Alt+Seta Esquerda ou Alt+Seta Direita para mudar entre os diferentes terminais de modo de texto.

4.5.7. Cuidado especial para pacotes específicos

Na maioria dos casos, os pacotes deverão actualizar suavemente entre wheezy e jessie. Existe um pequeno número de casos onde pode ser necessária alguma intervenção manual, seja antes ou durante a actualização; estes estão detalhados em baixo numa base de por-pacote.

4.5.7.1. Sudo

TODO: Is this relevant for Jessie (or was it is a thing for Wheezy)?

Se modificou /etc/sudoers então deve estar ciente de como o sudo lida com as alterações de configurações. O /etc/sudoers, por omissão, agora inclui as duas seguintes directivas:

Defaults        secure_path="/usr/local/sbin:/usr/local/bin:/usr/sbin:/usr/bin:/sbin:/bin"
#includedir /etc/sudoers.d

Durante a actualização nenhuma destas entradas é acrescentada automaticamente a /etc/sudoers. (Embora possa ainda correr comandos sudo ao especificar o seu caminho completo.) Por isso se desejar migrar as suas alterações para o novo directório /etc/sudoers.d e utilizar o ficheiro predefinido /etc/sudoers. Por exemplo:

# mv /etc/sudoers /etc/sudoers.d/mychanges
# mv /etc/sudoers.dpkg-new /etc/sudoers

Poderá também necessitar de editar o seu /etc/sudoers.d/mychanges para remover as entradas indesejadas Defaults e #includedir. Deve utilizar o visudo para isto:

# visudo -f /etc/sudoers.d/mychanges

4.6. Actualizar o seu kernel e pacotes relacionados

Esta secção explica como actualizar o seu kernel e identifica potenciais problemas relacionados com esta actualização. Tanto pode instalar um dos pacotes linux-image-* fornecidos pela Debian, ou compilar um kernel personalizado a partir do código fonte.

Note que muita da informação nesta secção é baseada na premissa que irá utilizar um dos kernels modulares da Debian, juntamente com os pacotes initramfs-tools e udev. Se escolher utilizar um kernel personalizado que não precisa de uma initrd ou se utiliza um gerador de initrds diferente, alguma da informação pode não ser relevante para si.

4.6.1. Instalar o meta-pacote do kernel

Quando executar dist-upgrade de wheezy para jessie, é fortemente recomendado que instale um novo meta-pacote linux-image-*, se ainda não o fez anteriormente. Este pacote pode ser instalado automaticamente pelo processo dist-upgrade. Pode verificar isto ao correr:

# dpkg -l "linux-image*" | grep ^ii

Se não vir nenhuma saída 'output', então poderá ter de instalar um novo pacote linux-image manualmente. Para ver uma lista de meta-pacotes linux-image disponíveis, corra:

# apt-cache search linux-image- | grep -v transition

Se estiver inseguro sobre que pacote seleccionar, corra uname -r e procure um pacote com um nome semelhante. Por exemplo, se vir '2.6.32-5-686', é recomendado que instale o linux-image-amd64. Também pode utilizar o apt-cache para ver uma descrição longa acerca de cada pacote de modo a ajudar a escolher o melhor dos disponíveis. Por exemplo:

# apt-cache show linux-image-amd64

Deverá então utilizar apt-get install para o instalar. Uma vez que este novo kernel esteja instalado deverá reinicializar na primeira oportunidade para obter os benefícios disponibilizados pela nova versão do kernel.

Para os mais aventureiros existe um modo mais fácil de compilar o seu próprio kernel personalizado em Debian. Instale o código-fonte do kernel, disponibilizado em linux-source. Você pode fazer uso do alvo do deb-pkg disponível no makefile do código-fonte para construir um pacote binário. Pode ser encontrada main informação no Debian Linux Kernel Handbook, o qual também pode ser encontrado como o pacote debian-kernel-handbook.

Se possível, é vantajoso para si em actualizar o pacote do kernel separadamente do dist-upgrade principal para reduzir as probabilidades de ter um sistema temporariamente incapaz de arrancar. Note que isto deve apenas ser feito após o processo mínimo de actualização descrito em Secção 4.4.4, “Actualização mínima do sistema”.

4.6.2. Problemas com tempo de arranque (esperar pelo dispositivo raiz)

Se é utilizada uma initrd criada com o initramfs-tools para arrancar o sistema, em alguns casos a criação de ficheiros de dispositivo pelo udev pode acontecer demasiado tarde para que os scripts de arranque actuem.

Os sintomas usuais são que o arranque irá falhar porque o sistema de ficheiros da raiz não pode ser montado e é-lhe mostrada uma shell de debug:

Desistiu de esperar pelo dispositivo da raiz. Problemas usuais:
 - Argumentos de arranque (cat /proc/cmdline)
   - Verifique rootdelay= (o sistema esperou o suficiente?)
   - Verifique root= (o sistema esperou pelo dispositivo certo?)
 - Módulos em falta (cat /proc/modules; ls /dev)
ALERTA!  /dev/qualquer não existe.  A ir para uma shell!
(initramfs) 

Mas se verificar posteriormente, todos os dispositivos necessários estão presentes em /dev. Isto foi observado em casos em que o sistema de ficheiros raiz está num disco USB ou num RAID, especialmente se for utilizado o LILO.

Uma forma de contornar este problema é utilizar o parâmetro de arranque rootdelay=9. O valor do tempo de espera (em segundos) pode precisar de ser ajustado.

4.7. Coisas a fazer antes de reiniciar a máquina

Quando o apt-get dist-upgrade tiver terminado, a actualização formal estará completa, mas existem algumas coisas com as quais é preciso ter atenção antes do próximo reiniciar do sistema.

TODO: Still needed?

4.8. O arranque do sistema pendura em Waiting for root file system

Procedimento para recuperar de /dev/hda ter-se tornado /dev/sda

Alguns utilizadores reportaram que uma actualização pode causar que o kernel não encontre a partição raiz do sistema após o reiniciar do sistema.

Neste caso, o arranque do sistema irá pendurar na seguinte mensagem:

Waiting for root file system ...

e após alguns segundos é mostrado um aviso de ocupado.

Este problema pode acontecer quando a actualização do kernel introduz o uso da nova geração de drivers IDE. A nomeação convencional de discos IDE para as antigas drivers era hda, hdb, hdc, hdd. As novas drivers irão nomear os mesmos disco respectivamente sda, sdb, sdc, sdd.

O problema aparece quando a actualização não gera um novo ficheiro /boot/grub/menu.lst para tomar em conta a nova convenção de nomes. Durante o arranque, o Grub irá passar uma partição raiz do sistema para o kernel que o kernel não vai encontrar, e também pode aparecer quando se montar os sistemas de ficheiros se o /etc/fstab não tiver sido actualizado de acordo. Apesar do processo de actualização para jessie dever cobrir ambas as situações automaticamente.

Se você deparar com este problema após actualização, salta para Secção 4.8.2, “Como recuperar do problema após a actualização”. Para evitar este problema antes de actualizar, leia mais à frente.

4.8.1. Como evitar o problema antes da actualização

É possível evitar este problema inteiramente ao usar um identificador para o sistema de ficheiros raiz que não altere de um arranque para o próximo. Existem dois métodos possíveis de o fazer - etiquetar o sistema de ficheiros, ou usar o identificador único universal do sistema de ficheiros (UUID). Estes métodos são suportados em Debian desde o lançamento da etch.

A duas aproximações têm vantagens e desvantagens. A aproximação por rotulagem é mais legível, mas pode haver problemas se outro sistema de ficheiros na sua máquina tiver o mesmo rótulo (label). A aproximação UUID é mais feia, mas ter dois UUIDs em colisão é altamente improvável.

Para os exemplos abaixo nós assumimos que o sistema de ficheiros raiz está em /dev/hda6. Também assumimos que o seu sistema tem uma instalação udev funcional e sistemas de ficheiros ext2 ou ext3.

Para implementar a aproximação de 'rótulos' (labelling):

  1. Dê um rótulo (label) (o nome tem que ser < 16 caracteres) ao sistema de ficheiros correndo o comando: e2label /dev/hda6 rootfilesys

  2. Edite o /boot/grub/menu.lst e altere a linha:

    # kopt=root=/dev/hda6 ro

    para

    # kopt=root=LABEL=rootfilesys ro

    [Nota]Nota

    Não remova o # no inicio da linha, ele precisa estar lá.

  3. Actualize as linhas kernel em menu.lst correndo o comando update-grub.

  4. Edite o /etc/fstab e modifique a linha que monta a partição /, ex.:

    /dev/hda6     /     ext3  defaults,errors=remount-ro 0 1

    para

    LABEL=rootfilesys     /     ext3  defaults,errors=remount-ro 0 1

    A alteração que aqui interessa é a primeira coluna, você não precisa alterar as outras colunas desta linha.

Para implementar a aproximação UUID:

  1. Encontre o identificador único universal do seu sistema de ficheiros emitindo: ls -l /dev/disk/by-uuid | grep hda6. Você também pode usar blkid /dev/hda6.

    Se listar o conteúdo de /dev/disk/by-uuid, você deverá obter uma linha semelhante a esta:

    lrwxrwxrwx 1 root root 24 2008-09-25 08:16 d0dfcc8a-417a-41e3-ad2e-9736317f2d8a -> ../../hda6

    Se usar o blkid, você deverá obter um resultado semelhante a este:

    /dev/hda6: UUID="d0dfcc8a-417a-41e3-ad2e-9736317f2d8a" TYPE="ext3"

    O UUID é o nome do link simbólico que aponta para /dev/hda6 ex.: d0dfcc8a-417a-41e3-ad2e-9736317f2d8a.

    [Nota]Nota

    O UUID do seu sistema de ficheiros será uma sequência diferente.

  2. Edite o /boot/grub/menu.lst e altere a linha:

    # kopt=root=/dev/hda6 ro

    para usar antes o UUID:

    # kopt=root=UUID=d0dfcc8a-417a-41e3-ad2e-9736317f2d8 ro

    [Nota]Nota

    Não remova o # no inicio da linha, ele precisa estar lá.

  3. Actualize as linhas kernel em menu.lst correndo o comando update-grub.

  4. Edite o /etc/fstab e modifique a linha que monta a partição /, ex.:

    /dev/hda6     /     ext3  defaults,errors=remount-ro 0 1

    para

    UUID=d0dfcc8a-417a-41e3-ad2e-9736317f2d8  /  ext3  defaults,errors=remount-ro 0 1

    A alteração que aqui interessa é a primeira coluna, você não precisa alterar as outras colunas desta linha.

4.8.2. Como recuperar do problema após a actualização

4.8.2.1. Solução 1

Isto é aplicável quando o Grub mostra-lhe a interface menu para seleccionar a entrada por onde que arrancar. Se tal menu não aparecer, tente pressionar a tecla Esc antes que o kernel arranque de modo a fazê-lo aparecer. Se não consegue chegar a este menu, tente Secção 4.8.2.2, “Solução 2” ou Secção 4.8.2.3, “Solução 3”.

  1. No menu do Grub, seleccione a entrada pela qual quer arrancar. Pressione a tecla e para editar as opções relativas a esta entrada. Irá ver algo como:

    root (hd0,0)
    kernel /vmlinuz-2.6.32-5-686 root=/dev/hda6 ro
    initrd /initrd.img-2.6.32-5-686

  2. Seleccione a linha

    kernel /vmlinuz-2.6.32-5-686 root=/dev/hda6 ro

    pressione a tecla e e substitua hdX por sdX (X sendo a letra a, b, c or d dependente do seu sistema). No meu exemplo a linha fica:

    kernel /vmlinuz-2.6.32-5-686 root=/dev/sda6 ro

    Depois pressione Enter para salvar a informação. Se outras linhas mostrarem hdX, mude essa linha também. Não modifique a entrada semelhante a root (hd0,0). Uma vez todas as modificações feitas, pressione a tecla b. E o seu sistema deverá agora arrancar como usualmente.

  3. Agora que o seu sistema arrancou, você precisa de corrigir este problema de de modo permanente. Salte para Secção 4.8.1, “Como evitar o problema antes da actualização” e aplique um dos dois procedimentos propostos.

4.8.2.2. Solução 2

Arranque com a média de instalação Debian (CD/DVD) e quando questionado, escolha rescue para lançar o modo de recuperação. Seleccione a sua linguagem, localização, e mapeamento do teclado, depois deixe-o configurar a rede (não importando se o faz com sucesso ou não). Após uns momentos, deverá ser-lhe pedido a seleccionar uma partição que deseja usar como sistema de ficheiros raiz. As opções propostas irão parecer algo como:

/dev/sda1
/dev/sda2
/dev/sda5
/dev/sda6

Se souber qual partição é o seu sistema de ficheiros raiz, escolha o correcto. Se não sabe, tente o primeiro. Se ele se queixar acerca de umapartição com sistema de ficheiros raiz inválida, tente o próximo, e seguintes. Tentar uma após a outra não deverá danificar as suas partições e se tiver apenas um sistema operativo instalado nos seus discos, deverá facilmente encontrar a partição com sistema de ficheiros raiz correcta. Se você vários sistemas operativos instalados nos seus discos, será melhor saber exactamente qual é a partição certa.

Uma vez escolhida a partição, ser-lhe-ão propostas um leque de opções. Tome a opção de executar uma 'shell' na partição seleccionada. Se ele se queixar que não o consegue fazer então tente com outra partição.

Agora deverá ter acesso à 'shell' como utilizador root no seu sistema de ficheiros raiz montado em /target. Você precisa aceder ao conteúdo dos directórios /boot, /sbin e /usr do seu disco, os quais deverão estar agora disponíveis em /target/boot, /target/sbin e /target/usr. Se estes directórios precisarem ser montados de outras partições, faça-o. (veja /etc/fstab se não tem ideia de qual partição montar).

Vá até Secção 4.8.1, “Como evitar o problema antes da actualização” e aplique um dos dois procedimentos propostos para resolver o problema permanentemente. Depois escreva exit para abandonar a 'shell' de recuperação e seleccione reboot para reiniciar o sistema normalmente (não se esqueça de remover a média de arranque).

4.8.2.3. Solução 3

  1. Arranque pela sua distribuição LiveCD favorita, como a Debian Live, Knoppix, ou Ubuntu Live.

  2. Monte a partição onde o seu directório /boot está. Se não sabe qual deles é, use a saída do comando dmesg para descobrir se o seu disco é conhecido como hda, hdb, hdc, hdd ou sda, sdb, sdc, sdd. Assim que souber em que disco deverá trabalhar, por exemplo sdb, emita o seguinte comando para ver a tabela de partições do disco e para encontrar a partição correcta: fdisk -l /dev/sdb

  3. Assumindo que montou a partição correcta em /mnt e esta partição contém o directório /boot no seu conteúdo, edite o ficheiro /mnt/boot/grub/menu.lst.

    Encontre a secção semelhante a:

    ## ## End Default Options ##
    
    title           Debian GNU/Linux, kernel 2.6.32-5-686
    root            (hd0,0)
    kernel          /vmlinuz-2.6.32-5-686 root=/dev/hda6 ro
    initrd          /initrd.img-2.6.32-5-686
    
    title           Debian GNU/Linux, kernel 2.6.32-5-686 (single-user mode)
    root            (hd0,0)
    kernel          /vmlinuz-2.6.32-5-686 root=/dev/hda6 ro single
    initrd          /initrd.img-2.6.32-5-686
    
    ### END DEBIAN AUTOMAGIC KERNELS LIST

    e substitua todos os hda, hdb, hdc, hdd por sda, sdb, sdc, sdd, como apropriado. Não modifique a linha semelhante a:

    root            (hd0,0)

  4. Reinicie o sistema, remova o LiveCD e o seu sistema deverá arrancar correctamente.

  5. Quando o arranque estiver concluído, aplique um dos dois procedimentos propostos em Secção 4.8.1, “Como evitar o problema antes da actualização” para resolver o problema permanentemente.

4.9. Preparar para o próximo lançamento

Após a actualização existem várias coisas que você pode fazer para se preparar para o próximo lançamento.

4.10. Componentes descontinuados

Com o próximo lançamento da Debian 9 (nome de código stretch) algumas funções serão descontinuadas. Os utilizadores terão que migrar para outras alternativas para prevenir problemas quando actualizar para 9.

Isto inclui as seguintes funcionalidades:

4.11. Pacotes obsoletos

Ao introduzir vários milhares de novos pacotes, a jessie também remove e omite mais de quatro milhares de antigos pacotes que estavam na wheezy. Não fornece um caminho de actualização para estes pacotes obsoletos. Ao mesmo tempo que nada o impede de continuar a utilizar um pacote obsoleto enquanto o desejar, o projecto Debian irá normalmente descontinuar o suporte de segurança para o mesmo um ano depois do lançamento da jessie[5], e não irá disponibilizar como normalmente disponibilizar outro suporte entretanto. É recomendado substituí-los por alternativas, se existirem.

Existem muitas razões para que pacotes possam ter sido retirados da distribuição: não serem mais mantida uma evolução; não existir mais um Debian 'Developer' interessado em manter os pacotes; a funcionalidade que estes fornecem ter sido ultrapassada por outro software diferente (ou uma nova versão); ou deixados de serem considerados adequados para a jessie devido a bugs neles. No último caso, os pacotes podem no entanto continuar a estarem presentes na distribuição unstable.

A detecção dos pacotes que num sistema actualizado são obsoletos é fácil pelo facto dos 'front-ends' de gestão de pacotes os marcarem como tal. Se estiver a utilizar o aptitude, verá a lista destes pacotes na entrada Pacotes obsoletos e criados localmente.

O Debian Bug Tracking System frequentemente fornece informação adicional sobre a razão da remoção do pacote. Deverá rever ambos os relatórios de erro do pacote e os relatórios de bugs arquivados para o ftp.debian.org pseudo-package.

A lista de pacotes obsoletos inclui:

  • mysql-5.1, sucessor é o mysql-5.5.

  • postgresql-8.4, o sucessor é postgresql-9.1. O Wheezy disponibiliza unicamente um pacote postgresql-plperl-8.4 actualizado que está linkado contra a nova versão do libperl de modo a permitir a actualização para a nova versão de perl no wheezy sem tornar as instalações de postgresql-8.4 existentes não utilizáveis. Uma vez que a actualização ao sistema operativo tenha terminado, deve também planear actualizar os seus clusters de bases de dados PostgreSQl 8.4 para a nova versão 9.1 do PostgreSQL utilizando a ferramenta pg_upgradecluster.

  • python2.5, sucessor é o python2.7.

  • portmap, sucessor é o rpcbind.

  • sun-java6, sucessor é o openjdk-7.

  • gdm, o sucessor é o gdm3. Os utilizadores de ambientes de trabalho leves, tais como o Xfce ou o LXDE podem querer considerar o lightdm como uma alternativa mais leve.

  • mpich, os sucessores são openmpi e mpich2.

  • O compiz gestor de janelas e de composição OpenGL, ver relatos de bugs #677864 (e #698815).

  • Alguns dos controladores de vídeo do Xorg já não estão disponíveis na jessie e são obsoletos. Isto inclui xserver-xorg-video-nv e xserver-xorg-video-radeonhd. Poderão ser removidos ao longo da actualização. Os utilizadores devem instalar xserver-xorg-video-all em vez disso.

  • Todos os pacotes Horde 3, que disponibilizam software de colaboração web, foram removidos e são obsoletos. Isto inclui ansel1, chora2, dimp1, gollem, horde-sam, horde3, imp4, ingo1, kronolith2, mnemo2, nag2, sork-forwards-h3, sork-passwd-h3, sork-vacation-h3 e turba2. Como os pacotes de Horde 4 ainda não atingiram qualidade suficiente antes do lançamento de jessie, ainda não estão disponíveis. Poderão vir a estar disponíveis no repositório testing como os pacotes de nome php-horde-*.

  • A maioria dos pacotes Kolab, que disponibilizam um servidor de groupware, foram removidos. Isto inclui kolab-cyrus-imapd, kolab-webadmin, kolabd, libkolab-perl, php-kolab-filter e php-kolab-freebusy. Em 2012, o Kolab está sob uma grande reescrita e poderá ser distribuido num lançamento Debian posterior como o pacote kolab. NB: O servidor SOGo (anteriormente chamado Scalable OpenGroupware.org) é distribuido com jessie como sogo.

  • Todos os pacotes de OpenERP 5 foram removidos e são obsoletos. Isto inclui openerp-client, openerp-server, openerp-web.

  • O pacote pootle 2.0.5 foi removido.

  • Os pacotes uw-imapd e ipopd foram removidos. Para IMAP existem alternativas melhores, por exemplo o dovecot-imapd e o courier-imap, ou o dovecot-pop3d e o courier-pop para POP3.

  • O pacote drupal6 já não está disponível; foi substituido pelo drupal7. No entanto, não existe caminho de actualização automática, os utilizadores devem ler as instruções no the Debian Wiki.

4.11.1. Pacotes fictícios

Alguns pacotes da wheezy foram separados em vários pacotes na jessie, muitas vezes para melhorar a manutenção do sistema. Para facilitar a actualização em alguns casos, a jessie fornece pacotes dummy: pacotes vazios que têm o mesmo nome que o pacote antigo na wheezy com dependências que provocam a instalação dos novos pacotes. Estes pacotes dummy são considerados redundantes depois da actualização e podem ser removidos em segurança.

A maior parte (mas nem todas) das descrições dos pacotes fictícios indicam o seu objectivo. As descrições dos pacotes para os pacotes fictícios não são uniformes, no entanto você pode achar o deborphan com a opção --guess-* (ex. --guess-dummy) útil para detectá-los no seu sistema. Note que alguns pacotes fictícios não se destinam a serem removidos depois de uma actualização, e em vez disso, são utilizadas para seguir as actuais versões disponíveis de um programa ao longo do tempo.



[1] Se a prioridade de debconf estiver definida para um nível muito alto pode prevenir avisos de configuração, mas os serviços que se regem em respostas predefinidas que não estão aplicáveis no seu sistema irão falhar o arranque.

[2] Por exemplo: os serviços DNS ou DHCP, especialmente quando não houver redundância ou alta disponibilidade. No caso do DHCP, os utilizadores finais podem ficar desligados da rede se o tempo de lease for menor que o tempo que durar a completar o processo de actualização.

[3] Esta função pode ser desactivada ao adicionar o parametro panic=0 aos parametros de arranque.

[4] O sistema de gestão de pacotes da Debian normalmente não permite que um pacote remova ou substitua um ficheiro pertencente a outro pacote, a não ser que tenha definido para substituir esse pacote.

[5] Ou enquanto não for feito outro lançamento durante esse periodo de tempo. Tipicamente apenas dois lançamentos estáveis são suportados em qualquer altura.