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A distribuição Debian “testing”

Para informações básicas, orientadas ao usuário, sobre a distribuição testing, veja a FAQ do Debian.

Uma coisa importante a ser notada, tanto para usuários regulares quanto para desenvolvedores, é que as atualizações de segurança não são gerenciadas pela equipe de segurança. Para mais informações veja a FAQ da Equipe de Segurança.

Esta página cobre primariamente os aspectos da testing que são importantes para desenvolvedores Debian.

Como a testing funciona

A distribuição testing é uma distribuição gerada automaticamente. Ela é gerada da distribuição instável (unstable) por um conjunto de scripts que tentam mover pacotes que provavelmente não possuem bugs críticos ao lançamento (release-critical). Eles o fazem de modo a garantir que as dependências dos outros pacotes na testing sempre possam ser satisfeitas.

Uma versão particular de um pacote se moverá para a testing quando ele satisfizer todos os seguintes critérios:

  1. Ele precisa estar na instável (unstable) por 10, 5 ou 2 dias, dependendo da urgência do upload;
  2. Ele precisa estar compilado e atualizado em todas as arquiteturas nas quais ele foi anteriormente compilado na instável (unstable);
  3. Ele precisa ter menos bugs críticos ao lançamento (release-critical) ou o mesmo número que a versão atualmente na testing (veja abaixo para mais informações);
  4. Todas as suas dependências precisam ser satisfeitas ou pelos pacotes que já estão na testing ou pelo grupo de pacotes que serão instalados ao mesmo tempo;
  5. A operação de instalação do pacote na testing não deve quebrar qualquer outro pacote na testing (Veja abaixo para mais informações.)

Um pacote que satisfaz as três primeiras condições é considerado um Candidatos Válido.

O script de atualização mostra quando cada pacote deve mover-se da instável (unstable) para a testing. A saída é dividida em duas partes:

Questões Feitas/Respondidas Freqüentemente

O que são bugs críticos ao lançamento (release-critical), e como eles são contados?

Todos os bugs de algumas severidades altas são considerados críticos ao lançamento por padrão; atualmente, estas severidades são crítico, grave e sério.

Presume-se que tais bugs tenham um impacto nas probabilidades do pacote ser lançado com a versão estável do Debian: em geral, se um pacote tem bugs críticos ao lançamento, ele não irá para a testing, e conseqüentemente não será lançado na estável (stable).

A contagem de bugs na testing de um pacote é considerada como aproximadamente a contagem de bugs no último momento no qual a versão na testing era a mesma da instável (unstable). Os bugs com tag wheezy ou jessie não serão contados. No entanto, bugs com a tag sid serão contados.

Como instalar um pacote na testing poderia quebrar os outros pacotes?

A estrutura dos repositórios da distribuição é tal que ela pode conter somente uma versão de um pacote; um pacote é definido por seu nome. Assim, quando o pacote fonte acmefoo é instalado na testing, junto com seus pacotes binários acme-foo-bin, acme-bar-bin, libacme-foo1 e libacme-foo-dev, a versão antiga é removida.

No entanto, a versão mais antiga pode também ter provido um pacote binário com um soname antigo de uma biblioteca, como libacme-foo0. Remover o acmefoo antigo removerá o libacme-foo0, quebrando qualquer pacote que dependa dele.

Evidentemente, isto afeta principalmente pacotes que tem alterações de pacotes binários em versões diferentes (assim sendo, principalmente bibliotecas). No entanto, pacotes nos quais há dependências de versões declaradas com as comparações ==, <= ou << também serão afetados.

Quando os pacotes binários vindos de um pacote fonte se alteram deste modo, todos os pacotes que dependem das bibliotecas antigas tem que ser atualizados para depender dos binários novos. Como a instalação de tais pacotes na testing quebram todos os pacotes que dependem deles na testing, algum cuidado tem que ser tomado: todos os pacotes dependentes precisam estar atualizados e prontos para serem instalados de modo que eles não estejam quebrados e, assim que tudo esteja pronto, a intervenção manual do gerenciador de lançamento ou um assistente geralmente é necessária.

Se você está tendo problemas com grupos complicados de pacotes como estes, contate a debian-devel ou a debian-release para receber ajuda.

Eu ainda não entendo! Os scripts da testing dizem que este pacote é um candidato válido, mas ele ainda não foi para a testing.

Isto tende a acontecer quando de algum modo, direto ou indireto, instalar o pacote vai quebrar algum outro pacote.

Lembre-se de considerar as dependências do seu pacote. Suponha que o seu pacote depende da libtool, ou libltdlX. Seu pacote não irá para a testing até que a versão correta da libtool esteja pronta para ir com ele.

Do mesmo modo, isso não irá ocorrer até que a instalação da libtool não quebre pacotes que já estão na testing. Em outras palavras, até que todos os outros pacotes que dependem da libltdlY (onde Y é a versão anterior) tenham sido recompilados, e todos os seus bugs críticos ao lançamento estiverem corrigidos, etc, nenhum destes pacotes entrará na testing.

É aqui que a saída de texto [compactada com gzip] é útil: ela dá dicas (embora bastante resumidas) de quais pacotes quebram quando um candidato válido é adicionado à testing.

Por que algumas vezes é difícil ter pacotes Architecture: all na testing?

Se o pacote Architecture: all deve ser instalado, ele precisa satisfazer suas dependências em todas as arquiteturas. Se ele depende de dados pacotes que compilam somente em um conjunto limitado das arquiteturas do Debian, isto não será possível.

No entanto, por enquanto, a testing ignorará a instalabilidade dos pacotes Architecture: all em arquiteturas não-i386. (Isto é um hack grosseiro e eu não estou realmente feliz em ter feito isto, mas aí vai. —aj)

Meu pacote está parado porque ele está desatualizado em alguma arquitetura. O que eu devo fazer?

Verifique o estado de seu pacote no banco de dados de logs de construção. Se o pacote não pode ser compilado, ele estará marcado como failed; investigue os logs e corrija todos os problemas que foram causados pelas fontes do seu pacote.

Se você notar que alguma arquitetura construiu a versão nova do seu pacote mas ele não está aparecendo na saída dos scripts da testing, você só precisa ser um pouco mais paciente até que o mantenedor do respectivo buildd faça o upload dos arquivos para o repositório Debian.

Se você notar que algumas arquiteturas não construíram a nova versão de seu pacote, apesar de você ter feito o upload de uma correção para uma falha anterior, o motivo provavelmente é que ele está marcado como esperando por dependências (Dep-Wait). Você também pode ver a lista dos chamados wanna-build states (estados quer-construir) para se certificar.

Estes problemas geralmente são corrigidos eventualmente, mas se você está esperando por um período longo de tempo (digamos, duas semanas ou mais), notifique o mantenedor do buildd do respectivo porte se tal endereço estiver documentado nas páginas dos portes, ou a lista de discussão do porte.

Se você explicitamente removeu uma arquitetura da lista Architecture no arquivo de controle (control), e o pacote foi construído para aquela arquitetura anteriormente, você precisa requisitar a remoção do antigo pacote binário para esta arquitetura seja removido do repositório antes que seu pacote possa fazer a transição para a testing. Você precisa reportar um bug contra ftp.debian.org requisitando remoção de todos os pacotes das arquiteturas removidas do repositório instável (unstable). Geralmente a lista do porte em questão deveria ser informada como forma de cortesia.

Há alguma exceção? Eu tenho certeza que o acmefoo entrou na testing apesar de não satisfazer todos os requerimentos.

O gerente de lançamento pode sobrepujar as regras de dois modos:

Você pode dar um exemplo real, não-trivial?

Aqui está um: quando o pacote fonte apache é instalado na testing, junto com seus pacotes binários apache, apache-common, apache-dev e apache-doc, a versão antiga é removida.

No entanto, todos os pacotes de módulos do Apache dependem de apache-common (>=alguma-coisa), apache-common (<< alguma-coisa), assim esta alteração quebra todas estas dependências. Conseqüentemente, todos os módulos Apache precisam ser recompilados contra a nova versão do Apache para a testing ser atualizada.

Vamos elaborar mais um pouco: depois que todos os módulos foram atualizadas na instável para trabalhar com o novo Apache, os scripts da testing tentam apache-common e descobrem que ele quebra todos os módulos Apache porque eles tem Depends: apache-common (<< a versão atual), e então tentam libapache-foo para descobrir que ele não instala porque ele tem Depends: apache-common (>= a versão nova).

No entanto, posteriormente eles aplicarão uma lógica diferente (algumas vezes pedidas por uma intervenção manual): eles ignorarão o fato que o apache-common quebra coisas, e continuar indo com as coisas que funcionam; se isto ainda não funcionar depois que nós fizermos tudo que nós podíamos, muito mal, mas talvez isto irá funcionar. Posteriormente eles tentarão todos os pacotes libapache-foo e verificar se eles realmente funcionam.

Depois que tudo tiver sido tentado, eles verificam quantos pacotes foram quebrados, analisam se isto é melhor ou pior que o que havia originalmente e aceitar tudo ou esquecer sobre isto. Você verá isto no update_output.txt nas linhas recur:.

Por exemplo:

         recur: [foo bar] baz

basicamente diz já tendo descoberto que foo e bar torna as coisas melhores, Eu estou agora tentando baz para ver o que acontece, apesar disto quebrar coisas. As linhas do update_output.txt que começam com accepted indicam coisas que parecem tornar as coisas melhores, e linhas skipped deixam as coisas piores.

O arquivo update_output.txt é completamente ilegível!

Isto não é uma questão. ;-)

Vamos pegar um exemplo:

 skipped: cln (0) (150+4)
     got: 167+0: a-40:a-33:h-49:i-45
     * i386: ginac-cint, libginac-dev

Isto significa que se o cln entrar na testing, ginac-cint e libginac-dev tornam-se não-instaláveis na testing no i386. Note que as arquiteturas são verificadas em ordem alfabética e que somente os problemas na primeira arquitetura problemática são mostrados — é por isso que a arquitetura alpha é mostrada tão freqüentemente.

A linha got inclui o número de problemas na testing nas arquiteturas diferentes (até a primeira arquitetura onde um problema é encontrado — veja acima). i-45 significa que se o cln fosse para a testing, haveria 45 pacotes não-instaláveis na i386. Algumas das entradas acima e abaixo do cln mostram que havia 43 pacotes não-instaláveis na testing nesta arquitetura naquele momento.

A linha skipped: cln (0) (150+4) significa que ainda há 150 pacotes para checar após este pacote até esta verificação de todos os pacotes ser completada, e que 4 pacotes que não vão ser planejados para atualização pois quebrariam dependências já foram encontrados. O (0) é irrelevante, você pode ignorá-lo seguramente.

Note que há várias verificações de todos os pacotes em uma rodada dos scripts da testing.

Jules Bean montou inicialmente as questões freqüentemente feitas e as respostas.

Informações Adicionais

As páginas a seguir fornecem informações adicionais sobre o estado atual da testing e a migração de pacotes da instável para a testing:

Você pode estar interessado em ler um antigo e-mail de explicação. Sua única grande falha é que ela não leva em conta o pool dos pacotes, porque ele foi implementado por James Troup depois que ela foi escrita.

O código da testing está disponível em ftp-master.

Anthony Towns leva os créditos pela implementação da testing.